Psalms 29

KJV · Capítulo 29/150

1Give unto the Lord, O ye mighty, give unto the Lord glory and strength.

2Give unto the Lord the glory due unto his name; worship the Lord in the beauty of holiness.

3The voice of the Lord is upon the waters: the God of glory thundereth: the Lord is upon many waters.

4The voice of the Lord is powerful; the voice of the Lord is full of majesty.

5The voice of the Lord breaketh the cedars; yea, the Lord breaketh the cedars of Lebanon.

6He maketh them also to skip like a calf; Lebanon and Sirion like a young unicorn.

7The voice of the Lord divideth the flames of fire.

8The voice of the Lord shaketh the wilderness; the Lord shaketh the wilderness of Kadesh.

9The voice of the Lord maketh the hinds to calve, and discovereth the forests: and in his temple doth every one speak of his glory.

10The Lord sitteth upon the flood; yea, the Lord sitteth King for ever.

11The Lord will give strength unto his people; the Lord will bless his people with peace.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O salmo convoca os poderosos a darem glória ao Senhor, descrevendo sua voz poderosa manifestada em uma tempestade — quebrando cedros, sacudindo o deserto — e terminando com a promessa de que Deus dará força e paz ao seu povo.

Explicação

Este salmo é uma das descrições mais vívidas de teofania (manifestação visível de Deus) através de um fenômeno natural: uma tempestade que se move do Líbano ao deserto de Cades, mostrando o poder de Deus sobre toda a criação. A repetição da frase 'a voz do Senhor' sete vezes é um recurso poético que enfatiza totalidade e completude. Muitos estudiosos notam semelhanças com hinos cananeus dedicados ao deus da tempestade Baal, sugerindo que o salmista deliberadamente atribuiu a Yahweh o poder que os povos vizinhos atribuíam a outras divindades. A aplicação de hoje: até os fenômenos mais impressionantes da natureza apontam para um Criador maior que eles.

Curiosidades

  • A frase 'a voz do Senhor' se repete exatamente sete vezes neste salmo, um padrão numérico que os hebreus associavam à completude e perfeição.
  • Estudiosos apontam fortes paralelos entre este salmo e hinos cananeus antigos dedicados a Baal, deus da tempestade — sugerindo que o autor israelita reaproveitou conscientemente essa linguagem poética para declarar que é Yahweh, e não Baal, quem realmente controla as tempestades.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 29:1Abre o salmo convocando os seres mais poderosos que existem, provavelmente anjos ou seres celestiais, para reconhecerem a glória e a força que só pertencem a Deus.
  2. Psalms 29:2Continua o chamado, pedindo que a glória dada seja proporcional ao próprio nome de Deus, numa adoração descrita como algo belo, não pesado ou forçado.
  3. Psalms 29:3Começa a parte central do salmo, onde o trovão é tratado como a própria voz de Deus ecoando sobre as águas, um jeito de mostrar domínio sobre as forças mais caóticas da natureza.
  4. Psalms 29:4Repete a expressão 'voz do Senhor', um refrão que se repete várias vezes no salmo, aqui destacando o poder e a majestade contidos nesse trovão.
  5. Psalms 29:5Os cedros do Líbano eram árvores gigantes e resistentes, símbolo máximo de força na região; dizer que a voz de Deus os quebra como se fossem galhos descreve o poder de um trovão que sacode até as coisas mais firmes que existem.
  6. Psalms 29:6De novo a palavra unicórnio é a tradução antiga para um boi selvagem forte, o auroque, não o animal mítico. A imagem é de montanhas inteiras pulando feito bezerros assustados, um jeito exagerado de descrever um terremoto ou trovão muito forte.
  7. Psalms 29:7Continua a sequência de imagens da tempestade, agora comparando os relâmpagos a labaredas de fogo sendo cortadas pelo trovão.
  8. Psalms 29:8Estende o alcance da tempestade até um deserto específico, o de Cades, mostrando que nem os lugares mais áridos e distantes escapam do poder dessa voz.
  9. Psalms 29:9Há discussão entre tradutores sobre esse trecho: pode significar que o trovão é tão forte que assusta as fêmeas de cervo a ponto de provocar parto prematuro, ou, numa leitura alternativa, que a tempestade arranca a casca das árvores da floresta. As duas leituras mostram o mesmo poder da tempestade divina.
  10. Psalms 29:10Depois de toda a tempestade descrita, a imagem final é de um trono: Deus está sentado por cima até das águas do dilúvio, reinando para sempre, acima de qualquer caos.
  11. Psalms 29:11Fecha o salmo com uma virada surpreendente: a mesma voz poderosa o bastante para abalar desertos e quebrar cedros é quem dá força e paz ao próprio povo.

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