Psalms 21

KJV · Capítulo 21/150

1The king shall joy in thy strength, O Lord; and in thy salvation how greatly shall he rejoice!

2Thou hast given him his heart’s desire, and hast not withholden the request of his lips. Selah.

3For thou preventest him with the blessings of goodness: thou settest a crown of pure gold on his head.

4He asked life of thee, and thou gavest it him, even length of days for ever and ever.

5His glory is great in thy salvation: honour and majesty hast thou laid upon him.

6For thou hast made him most blessed for ever: thou hast made him exceeding glad with thy countenance.

7For the king trusteth in the Lord, and through the mercy of the most High he shall not be moved.

8Thine hand shall find out all thine enemies: thy right hand shall find out those that hate thee.

9Thou shalt make them as a fiery oven in the time of thine anger: the Lord shall swallow them up in his wrath, and the fire shall devour them.

10Their fruit shalt thou destroy from the earth, and their seed from among the children of men.

11For they intended evil against thee: they imagined a mischievous device, which they are not able to perform.

12Therefore shalt thou make them turn their back, when thou shalt make ready thine arrows upon thy strings against the face of them.

13Be thou exalted, Lord, in thine own strength: so will we sing and praise thy power.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Em contraste com o salmo anterior (uma oração antes da batalha), este é um cântico de ação de graças após a vitória, celebrando as bênçãos que Deus concedeu ao rei e prevendo a derrota total de seus inimigos.

Explicação

Formando um par com o Salmo 20, este texto celebra o cumprimento da oração anterior: o rei recebeu vida longa, glória e vitória sobre seus inimigos. A menção de uma 'coroa de ouro fino' e da 'vida para sempre' sugere uma linguagem que, com o tempo, passou a ser lida messianicamente — não apenas sobre um rei terreno, mas sobre um governo eterno que a tradição cristã associa a Cristo. A aplicação prática: celebrar publicamente as respostas de Deus é tão importante espiritualmente quanto pedir por elas.

Curiosidades

  • A frase 'longura de dias para sempre e eternamente' (v.4) é um exagero poético comum em textos reais do Oriente Próximo antigo para desejar vida longa ao monarca, semelhante a fórmulas usadas em inscrições egípcias e mesopotâmicas.
  • Este salmo, junto ao anterior, provavelmente fazia parte de um ritual de duas partes: uma oração antes da guerra (Salmo 20) e uma ação de graças depois da vitória (Salmo 21).

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 21:1Se o salmo 20 era um pedido de vitória para o rei, este começa já celebrando: o rei está cheio de alegria pela força e pela salvação que recebeu de Deus.
  2. Psalms 21:2Confirma que o pedido feito antes foi atendido por completo: nem o desejo mais íntimo nem o pedido falado em voz alta ficaram sem resposta.
  3. Psalms 21:3Colocar uma coroa na cabeça do rei era o próprio ato de coroação; aqui é Deus quem faz esse gesto, mostrando que a realeza do rei vem diretamente da aprovação divina, não só de uma cerimônia humana.
  4. Psalms 21:4O pedido de vida que o rei fez foi respondido de um jeito exagerado: não só vida, mas dias que se estendem para sempre, um exagero de louvor típico desse tipo de salmo real.
  5. Psalms 21:5Atribui toda a glória e majestade do rei diretamente à salvação de Deus, deixando claro que a honra recebida não nasceu de conquista própria.
  6. Psalms 21:6Descreve a alegria do rei como algo que vem direto da presença de Deus, a mesma expressão de 'rosto' usada em outros salmos para falar do favor divino.
  7. Psalms 21:7Explica a base de tanta segurança: a confiança do rei está em Deus, e é essa relação, sustentada pela misericórdia, que garante que ele nunca vá vacilar.
  8. Psalms 21:8Muda o tom para os inimigos: a mesma mão que protege o rei é descrita alcançando, sem exceção, todos que o odeiam.
  9. Psalms 21:9Comparar o castigo dos inimigos a um forno aceso era uma imagem comum de destruição total no mundo antigo, o mesmo tipo de linguagem que aparece em outros textos do Oriente Próximo para descrever a fúria de reis vitoriosos sobre inimigos vencidos.
  10. Psalms 21:10Descreve uma destruição completa, que na linguagem de guerra da época incluía até a descendência do inimigo, para que a ameaça não se repetisse mais tarde.
  11. Psalms 21:11Explica o motivo do castigo: os inimigos tramaram um plano maldoso contra o próprio Deus, e o salmo garante que essa trama não vai dar certo.
  12. Psalms 21:12É a imagem de um arqueiro mirando bem no rosto do inimigo que está fugindo, não um golpe de surpresa por trás, mas uma vitória de frente, decisiva, sem chance de reação.
  13. Psalms 21:13Fecha o salmo pedindo que Deus mesmo se exalte com sua força, prometendo que a resposta do povo vai ser cantar e louvar esse poder.

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