Psalms 140

KJV · Capítulo 140/150

1Deliver me, O Lord, from the evil man: preserve me from the violent man;

2Which imagine mischiefs in their heart; continually are they gathered together for war.

3They have sharpened their tongues like a serpent; adders’ poison is under their lips. Selah.

4Keep me, O Lord, from the hands of the wicked; preserve me from the violent man; who have purposed to overthrow my goings.

5The proud have hid a snare for me, and cords; they have spread a net by the wayside; they have set gins for me. Selah.

6I said unto the Lord, Thou art my God: hear the voice of my supplications, O Lord.

7O God the Lord, the strength of my salvation, thou hast covered my head in the day of battle.

8Grant not, O Lord, the desires of the wicked: further not his wicked device; lest they exalt themselves. Selah.

9As for the head of those that compass me about, let the mischief of their own lips cover them.

10Let burning coals fall upon them: let them be cast into the fire; into deep pits, that they rise not up again.

11Let not an evil speaker be established in the earth: evil shall hunt the violent man to overthrow him.

12I know that the Lord will maintain the cause of the afflicted, and the right of the poor.

13Surely the righteous shall give thanks unto thy name: the upright shall dwell in thy presence.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Uma súplica urgente por proteção contra homens violentos e caluniadores que preparam armadilhas e falam com 'línguas afiadas como serpente', terminando com a confiança de que Deus sustentará a causa do oprimido.

Explicação

Este salmo de lamento pessoal usa imagens vívidas de perigo — armadilhas, redes, veneno de serpente — para descrever ameaças tanto físicas quanto verbais (calúnia e manipulação), mostrando que a Bíblia reconhece a violência das palavras como uma forma real de agressão, não apenas ataques físicos. A confiança final de que 'o Senhor sustentará a causa do oprimido' (v.12) reflete um tema recorrente do saltério: Deus se importa especificamente com quem não tem poder para se defender sozinho. A aplicação hoje é buscar refúgio em Deus tanto diante de ameaças físicas quanto diante de calúnia, fofoca ou manipulação verbal.

Curiosidades

  • A comparação de línguas maldosas com 'veneno de víboras' (v.3) é citada por Paulo em Romanos 3:13 como parte de uma descrição mais ampla da condição humana pecaminosa.
  • Esse salmo é atribuído a Davi e provavelmente reflete períodos de perseguição política, possivelmente durante o reinado de Saul ou a rebelião de Absalão.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 140:1O pedido de proteção começa amplo, com duas categorias gerais de perigo - o homem mau e o violento - antes de os versos seguintes entrarem em detalhes específicos.
  2. Psalms 140:2O mal descrito começa como pensamento interno e vira ação coletiva: primeiro se planeja no coração, depois vira gente se reunindo de propósito para o conflito.
  3. Psalms 140:3Comparar a língua ao veneno de cobra é uma forma vívida de descrever a fala maldosa. A imagem diz que palavras desse tipo podem ferir e destruir tanto quanto um ataque físico.
  4. Psalms 140:4A tática específica dos inimigos aparece aqui: não é ataque direto, é empurrar os passos dele para fora do caminho, uma armadilha mais sutil que um confronto aberto.
  5. Psalms 140:5Laços, cordas e redes estendidas no caminho eram ferramentas reais de caça usadas na época. Comparar intrigas e conspirações a essas armadilhas descreve perigos escondidos que a vítima só percebe tarde demais.
  6. Psalms 140:6Antes mesmo do pedido, vem a declaração de pertencimento: 'tu és o meu Deus' - reafirmar a relação primeiro, para só depois apresentar a súplica.
  7. Psalms 140:7A imagem é militar: a cabeça 'coberta' no dia da batalha lembra um capacete de proteção, usado aqui para descrever livramentos concretos já vividos antes.
  8. Psalms 140:8O pedido não é só que o mal falhe, é que ele nem chegue a se realizar: bloquear o desejo do ímpio antes que ele consiga se exaltar por causa disso.
  9. Psalms 140:9É um pedido de justiça espelhada: que a própria maldade que sai da boca dos inimigos volte para cobri-los, a arma deles virando a causa da própria queda.
  10. Psalms 140:10Brasas, fogo e covas profundas retomam, como punição, as mesmas ferramentas de armadilha que os inimigos prepararam antes. Uma lógica de que o mal planejado para outro acaba recaindo sobre quem o planejou.
  11. Psalms 140:11Soa como um provérbio: quem fala mal não encontra estabilidade na terra, e o próprio mal persegue o violento até finalmente expulsá-lo de vez.
  12. Psalms 140:12O tom muda do pedido pessoal para uma afirmação de princípio geral: essa não é só a esperança dele, é uma certeza sobre como Deus trata qualquer oprimido.
  13. Psalms 140:13O salmo termina com uma consequência esperada: diante dessa justiça, os justos vão louvar e os retos vão poder viver seguros na presença de Deus.

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