Psalms 120

KJV · Capítulo 120/150

1In my distress I cried unto the Lord, and he heard me.

2Deliver my soul, O Lord, from lying lips, and from a deceitful tongue.

3What shall be given unto thee? or what shall be done unto thee, thou false tongue?

4Sharp arrows of the mighty, with coals of juniper.

5Woe is me, that I sojourn in Mesech, that I dwell in the tents of Kedar!

6My soul hath long dwelt with him that hateth peace.

7I am for peace: but when I speak, they are for war.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O primeiro dos 'Cânticos de Grau' (peregrinação): uma súplica contra lábios mentirosos e línguas enganadoras, lamentando viver entre pessoas que odeiam a paz e preferem a guerra.

Explicação

Este é o primeiro de 15 salmos (120-134) chamados 'Cânticos dos Graus' ou 'de Peregrinação', provavelmente cantados por israelitas enquanto subiam a estrada até Jerusalém para as grandes festas anuais (a cidade fica em uma elevação, por isso 'subir' a Jerusalém). 'Meseque' e 'Quedar' (v.5) eram regiões distantes e associadas a povos hostis, usadas aqui de forma poética para descrever a sensação de viver cercado por pessoas conflituosas. A aplicação hoje é que buscar a paz ativamente, mesmo cercado de conflito e hostilidade, é uma escolha consciente de caráter.

Curiosidades

  • Os Salmos 120-134 formam a coleção dos 'Cânticos dos Graus' (ou 'de subida'), cantados tradicionalmente por peregrinos a caminho de Jerusalém para as festas anuais.
  • 'Meseque' ficava no norte da Ásia Menor e 'Quedar' era uma região árabe do deserto — citados juntos aqui apesar de geograficamente distantes, como forma poética de dizer 'terra estranha e hostil, seja onde for'.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 120:1Os Salmos 120 a 134 formam os 'Cânticos dos Degraus' (ou de Romagem): um conjunto de 15 salmos curtos que os peregrinos cantavam subindo a estrada até Jerusalém para as grandes festas religiosas. Por isso muitos deles falam de caminho, chegada e da cidade santa.
  2. Psalms 120:2O pedido de livramento é específico: não de inimigos armados, mas de lábios mentirosos e de uma língua enganadora, a fonte concreta da angústia mencionada no verso anterior.
  3. Psalms 120:3A pergunta é dirigida direto à 'língua enganadora', quase provocando: o que ela ganha, o que recebe de recompensa por mentir tanto?
  4. Psalms 120:4A resposta à pergunta do verso anterior vem em forma de imagem: flechas afiadas e brasas de zimbro, madeira conhecida por queimar com brasas fortes e duradouras - o castigo à altura do mal causado pela língua mentirosa.
  5. Psalms 120:5Meseque, ao norte perto do Mar Negro, e Quedar, tribos árabes do deserto, ficavam bem longe uma da outra na vida real. Juntas aqui, elas não indicam um endereço exato, mas servem de símbolo para viver cercado de gente hostil e estranha à paz.
  6. Psalms 120:6A queixa é sobre tempo demais convivendo com gente hostil, ampliando a imagem de viver cercado por Meseque e Quedar, os povos distantes já citados no verso anterior.
  7. Psalms 120:7O contraste fecha o salmo: o salmista busca paz, mas basta ele abrir a boca para que os outros já queiram guerra - uma frustração sem solução aparente no poema.

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