Psalms 114

KJV · Capítulo 114/150

1When Israel went out of Egypt, the house of Jacob from a people of strange language;

2Judah was his sanctuary, and Israel his dominion.

3The sea saw it, and fled: Jordan was driven back.

4The mountains skipped like rams, and the little hills like lambs.

5What ailed thee, O thou sea, that thou fleddest? thou Jordan, that thou wast driven back?

6Ye mountains, that ye skipped like rams; and ye little hills, like lambs?

7Tremble, thou earth, at the presence of the Lord, at the presence of the God of Jacob;

8Which turned the rock into a standing water, the flint into a fountain of waters.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um poema breve e vívido sobre o Êxodo: o mar fugiu, o Jordão recuou, e os montes saltaram como carneiros diante da presença de Deus, que transformou até a rocha em fonte de água.

Explicação

Este salmo, parte do 'Hallel' pascal, é notável por sua economia poética: em apenas oito versos, retrata dramaticamente a saída do Egito, a travessia do Mar Vermelho (Êxodo 14) e do rio Jordão (Josué 3), além da água da rocha (Êxodo 17 e Números 20), usando a técnica de perguntar diretamente à natureza ('que tiveste tu, ó mar, que fugiste?') para depois responder que foi a presença de Deus que causou tudo isso. A aplicação hoje é que a criação inteira reconhece e responde à presença de Deus, um lembrete de que ele está ativamente envolvido na história, não distante dela.

Curiosidades

  • A técnica poética de fazer perguntas diretas à natureza (v.5-6) e depois respondê-las é um recurso retórico hebraico chamado apóstrofe, usado para dramatizar a resposta da criação diante de Deus.
  • Este salmo une dois eventos separados por décadas — a travessia do Mar Vermelho na saída do Egito e a travessia do Jordão na entrada em Canaã — como um único ato contínuo do poder divino.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 114:1Chamar o Egito de 'povo bárbaro' usa o sentido antigo da palavra: gente de língua estranha, incompreensível. É um jeito de marcar o quanto Israel estava em terra alheia antes de sair de lá.
  2. Psalms 114:2Depois da saída do Egito, Judá e Israel passam a ser descritos como o próprio santuário e domínio de Deus - a transição de povo escravizado para território reservado a ele.
  3. Psalms 114:3O mar fugindo e o Jordão voltando para trás recontam, de forma poética, duas travessias reais da história de Israel. São a saída do Egito pelo Mar Vermelho e a entrada na terra prometida pelo rio Jordão, como se a própria natureza se assustasse diante de Deus.
  4. Psalms 114:4Comparar montes a carneiros saltando é a mesma personificação poética do verso anterior, aplicada à paisagem. Até a terra firme parece reagir com espanto diante da passagem de Deus.
  5. Psalms 114:5O salmo interrompe a narrativa para perguntar diretamente ao mar e ao rio Jordão por que fugiram, como se fossem personagens assustados, não apenas fenômenos naturais.
  6. Psalms 114:6A mesma pergunta se repete para os montes e outeiros, mantendo a imagem dos carneiros e cordeiros saltando, continuando a brincadeira poética de personificar a paisagem.
  7. Psalms 114:7A resposta implícita às perguntas anteriores vem aqui: tudo tremeu e fugiu simplesmente porque estava na presença de Deus passando por ali.
  8. Psalms 114:8O milagre citado como prova final é a água saindo da rocha no deserto, contado em Êxodo e Números - o exemplo concreto que fecha o salmo.

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