Psalms 129

KJV · Capítulo 129/150

1Many a time have they afflicted me from my youth, may Israel now say:

2Many a time have they afflicted me from my youth: yet they have not prevailed against me.

3The plowers plowed upon my back: they made long their furrows.

4The Lord is righteous: he hath cut asunder the cords of the wicked.

5Let them all be confounded and turned back that hate Zion.

6Let them be as the grass upon the housetops, which withereth afore it groweth up:

7Wherewith the mower filleth not his hand; nor he that bindeth sheaves his bosom.

8Neither do they which go by say, The blessing of the Lord be upon you: we bless you in the name of the Lord.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um cântico que relembra as muitas aflições sofridas por Israel desde sua juventude (o Egito), comparando os inimigos a lavradores que araram suas costas, mas afirmando que eles nunca prevaleceram e serão como erva sem raiz.

Explicação

Este décimo 'Cântico de Grau' usa imagens agrícolas fortes para descrever tanto o sofrimento (costas 'aradas' como um campo) quanto a esperança de que os planos dos inimigos falhem, como plantas que crescem em telhados de barro (comuns nas casas antigas) sem raízes profundas, secando rapidamente ao sol. A repetição do refrão 'muitas vezes me angustiaram... mas não prevaleceram' celebra a resiliência histórica do povo apesar de repetidos sofrimentos. A aplicação hoje é encontrar força na lembrança de que dificuldades passadas, por mais intensas, não tiveram a palavra final.

Curiosidades

  • A 'erva dos telhados' (v.6) refere-se a plantas que brotavam espontaneamente nos telhados de barro batido das casas antigas do Oriente Próximo, mas que, por não terem terra profunda, secavam rapidamente — uma imagem comum de algo sem futuro real.
  • A imagem de 'arar as costas' (v.3) descreve de forma vívida os açoites e sofrimentos físicos impostos por opressores, um recurso poético comum na literatura de lamento hebraica.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 129:1O salmo relembra uma opressão antiga, desde a 'mocidade' do povo, provavelmente referindo-se à escravidão no Egito, convocando Israel a testemunhar essa história de perseguição.
  2. Psalms 129:2Repete quase a mesma frase do verso anterior, mas acrescenta a conclusão importante: apesar de tanta perseguição repetida, os inimigos nunca conseguiram vencer de vez.
  3. Psalms 129:3Comparar as próprias costas a um campo arado descreve marcas de opressão como se fossem sulcos abertos por um arado. Uma imagem forte de sofrimento físico causado por perseguição, não um trabalho agrícola de verdade.
  4. Psalms 129:4A explicação para essa resistência aparece aqui: a justiça de Deus cortou as cordas usadas pelos opressores - talvez as mesmas cordas do arado citado no verso anterior, agora inutilizadas.
  5. Psalms 129:5O salmo muda para um pedido de maldição contra quem odeia Sião: que sejam envergonhados e forçados a recuar, o oposto do fracasso que tentaram impor ao povo.
  6. Psalms 129:6A grama que nascia nos telhados planos das casas antigas tinha pouca terra para crescer e secava rápido, sem nem dar tempo de ser colhida. É uma imagem de algo que nasce mas não vinga, aplicada aqui ao destino desejado para os inimigos.
  7. Psalms 129:7Continua a imagem da grama do telhado do verso anterior: uma planta tão inútil que nenhum ceifeiro se dá ao trabalho de colhê-la, aplicada aqui como desejo de fracasso total para os inimigos.
  8. Psalms 129:8Fecha a imagem da grama inútil com um detalhe cultural: nem os que passam por perto dariam a bênção costumeira da colheita para essa plantação fracassada - nem essa cortesia comum os inimigos receberiam.

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