Psalms 96

KJV · Capítulo 96/150

1O sing unto the Lord a new song: sing unto the Lord, all the earth.

2Sing unto the Lord, bless his name; shew forth his salvation from day to day.

3Declare his glory among the heathen, his wonders among all people.

4For the Lord is great, and greatly to be praised: he is to be feared above all gods.

5For all the gods of the nations are idols: but the Lord made the heavens.

6Honour and majesty are before him: strength and beauty are in his sanctuary.

7Give unto the Lord, O ye kindreds of the people, give unto the Lord glory and strength.

8Give unto the Lord the glory due unto his name: bring an offering, and come into his courts.

9O worship the Lord in the beauty of holiness: fear before him, all the earth.

10Say among the heathen that the Lord reigneth: the world also shall be established that it shall not be moved: he shall judge the people righteously.

11Let the heavens rejoice, and let the earth be glad; let the sea roar, and the fulness thereof.

12Let the field be joyful, and all that is therein: then shall all the trees of the wood rejoice

13Before the Lord: for he cometh, for he cometh to judge the earth: he shall judge the world with righteousness, and the people with his truth.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um chamado para cantar 'um cântico novo' ao Senhor e anunciar sua glória entre todas as nações, contrastando os ídolos inúteis dos povos com o Deus verdadeiro que fez os céus e virá julgar a terra com justiça.

Explicação

Este salmo (quase idêntico a 1 Crônicas 16:23-33, atribuído à celebração de Davi ao trazer a arca a Jerusalém) tem um tom missionário incomum para o Antigo Testamento: convoca explicitamente 'todas as famílias dos povos' a reconhecer o Deus de Israel, não apenas o próprio povo judeu. A afirmação de que 'os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus' (v.5) resume a crítica bíblica central à idolatria: os ídolos são produtos humanos, enquanto Deus é o Criador. A aplicação hoje é que adoração verdadeira sempre aponta para fora de si mesma, convidando outros a conhecer a Deus.

Curiosidades

  • Este salmo é quase idêntico ao registrado em 1 Crônicas 16, cantado quando Davi trouxe a arca da aliança para Jerusalém — um raro caso de duplicação quase literal na Bíblia.
  • A expressão 'cântico novo' aparece em vários salmos (33, 40, 96, 98, 144, 149) e depois no livro de Apocalipse, sempre associada a um novo ato salvador de Deus que merece louvor renovado.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 96:1"Cântico novo" também abre os Salmos 98 e 149, expressão usada para uma canção composta especialmente para celebrar algo recente. Aqui o convite para cantá-la se estende a "toda a terra", não só a Israel.
  2. Psalms 96:2"Bendizer o nome" era uma forma solene de louvar mencionando o nome de Deus como título de honra; "anunciar de dia em dia" sugere um louvor contínuo, quase como uma boa notícia repetida todos os dias.
  3. Psalms 96:3Pedir que a glória de Deus seja contada "entre as nações" é incomum para a época: o louvor israelita normalmente ficava voltado para dentro do próprio povo, mas este salmo imagina a mensagem alcançando também os vizinhos.
  4. Psalms 96:4Chamar o Senhor de "mais tremendo do que todos os deuses" repete o mesmo recurso retórico do Salmo 95:3, comparando-o aos deuses cultuados por outros povos sem reconhecer que eles sejam reais.
  5. Psalms 96:5A palavra hebraica usada aqui para "ídolos" (elilim) soa parecida com a palavra para "deuses" (elohim) — um trocadilho que sugere "não-deuses" ou "coisas sem valor", uma zombaria sutil embutida na própria língua original.
  6. Psalms 96:6Personificar "glória", "majestade", "força" e "formosura" como se estivessem diante de Deus é uma imagem de corte real: tratadas quase como atendentes ao redor do trono, dando um ar solene ao santuário.
  7. Psalms 96:7O comando "dai ao Senhor" se repete três vezes seguidas nos versos 7 e 8, um recurso de repetição típico dos cânticos hebraicos, talvez cantado em estilo de chamada e resposta durante o culto no templo.
  8. Psalms 96:8"Átrios" eram os pátios externos do templo, por onde os adoradores passavam antes do espaço mais sagrado. Trazer oferenda e entrar neles descreve o ato concreto de participar de uma peregrinação ao templo.
  9. Psalms 96:9A expressão "beleza da santidade" é discutida entre estudiosos: pode indicar vestes sagradas usadas no culto ou simplesmente descrever a santidade de Deus como algo esplêndido — o sentido exato não é totalmente certo.
  10. Psalms 96:10Celebra Deus como rei cuja autoridade garante a estabilidade do próprio mundo — não uma afirmação científica sobre a Terra parada, mas uma imagem de ordem cósmica dependente do governo divino.
  11. Psalms 96:11Céus, terra e mar são tratados como se sentissem alegria e pudessem aplaudir com o próprio som — uma personificação poética da criação inteira reagindo à chegada do Senhor como rei, não uma descrição literal da natureza.
  12. Psalms 96:12Imaginar as árvores da floresta cantando de alegria estende a mesma personificação dos versos anteriores: o salmo convoca até os elementos sem vida da paisagem para participar da celebração de Deus como rei.
  13. Psalms 96:13Repete um tema comum nos salmos de entronização: Deus chegando como juiz é motivo de alegria, não de medo, porque promete corrigir as injustiças que os humanos não conseguem resolver sozinhos.

Capítulos

Nossos apps

Nossos apps →

Bíblia em Histórias

A Bíblia contada como narrativa, com áudio e vídeos.

📱 Baixar o app

World in Stories

Histórias reais da humanidade que parecem invenção.

Feito! Pequenas Vitórias

Rotina leve de tarefas pra quem se perde no dia a dia.