Psalms 147

KJV · Capítulo 147/150

1Praise ye the Lord: for it is good to sing praises unto our God; for it is pleasant; and praise is comely.

2The Lord doth build up Jerusalem: he gathereth together the outcasts of Israel.

3He healeth the broken in heart, and bindeth up their wounds.

4He telleth the number of the stars; he calleth them all by their names.

5Great is our Lord, and of great power: his understanding is infinite.

6The Lord lifteth up the meek: he casteth the wicked down to the ground.

7Sing unto the Lord with thanksgiving; sing praise upon the harp unto our God:

8Who covereth the heaven with clouds, who prepareth rain for the earth, who maketh grass to grow upon the mountains.

9He giveth to the beast his food, and to the young ravens which cry.

10He delighteth not in the strength of the horse: he taketh not pleasure in the legs of a man.

11The Lord taketh pleasure in them that fear him, in those that hope in his mercy.

12Praise the Lord, O Jerusalem; praise thy God, O Zion.

13For he hath strengthened the bars of thy gates; he hath blessed thy children within thee.

14He maketh peace in thy borders, and filleth thee with the finest of the wheat.

15He sendeth forth his commandment upon earth: his word runneth very swiftly.

16He giveth snow like wool: he scattereth the hoarfrost like ashes.

17He casteth forth his ice like morsels: who can stand before his cold?

18He sendeth out his word, and melteth them: he causeth his wind to blow, and the waters flow.

19He sheweth his word unto Jacob, his statutes and his judgments unto Israel.

20He hath not dealt so with any nation: and as for his judgments, they have not known them. Praise ye the Lord.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um hino que celebra Deus tanto como curador dos quebrantados de coração quanto como criador que conta e nomeia as estrelas, controlando a neve, o gelo e o vento, e revelando sua palavra especificamente a Israel.

Explicação

Este salmo une de forma bela dois aspectos de Deus que podem parecer distantes entre si: o cuidado extremamente pessoal (curar corações partidos, v.3) e o poder cósmico incompreensível (contar e nomear cada estrela, v.4 — algo cientificamente impressionante, já que existem bilhões delas). A menção a fenômenos climáticos (neve, gelo, vento) reflete observação cuidadosa da natureza como evidência do controle e sabedoria de Deus. A aplicação hoje é que o mesmo Deus que governa galáxias inteiras também se importa profundamente com a dor pessoal de cada indivíduo — grandeza e intimidade não são contraditórias.

Curiosidades

  • A afirmação de que Deus 'conta o número das estrelas' e 'as chama a todas pelos seus nomes' (v.4) é notável porque estima-se hoje que existam mais de 100 bilhões de estrelas apenas na Via Láctea, e trilhões no universo observável.
  • Este salmo, em algumas tradições de numeração da Septuaginta grega, é dividido em dois salmos separados, o que explica pequenas diferenças de numeração entre traduções bíblicas de diferentes tradições.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 147:1A abertura empilha três motivos diferentes para louvar - é bom, é agradável, é decoroso - como se um só argumento não bastasse para convencer.
  2. Psalms 147:2O contexto do salmo aparece aqui: Jerusalém sendo reconstruída e o povo disperso sendo reunido, uma cena de restauração acontecendo no presente, não uma lembrança do passado.
  3. Psalms 147:3Do cenário nacional o foco passa para o pessoal: corações partidos sendo curados, com a imagem concreta de feridas sendo enfaixadas uma por uma.
  4. Psalms 147:4O verso vem logo depois de falar em curar corações partidos, e isso não é acaso. O mesmo Deus que conhece cada estrela pelo nome também presta atenção nas dores pequenas e pessoais de cada um, grandeza cósmica e cuidado íntimo lado a lado.
  5. Psalms 147:5É incomum atribuir 'infinito' especificamente ao entendimento de Deus, e não só ao seu poder - uma qualidade mental, não apenas física, sendo descrita sem limites.
  6. Psalms 147:6Repete um padrão comum nos salmos: erguer os humildes de um lado, derrubar os ímpios do outro, uma reviravolta social resumida numa frase só.
  7. Psalms 147:7O chamado para cantar com harpa introduz a seção seguinte do salmo, que muda de assunto e passa a descrever o controle de Deus sobre o tempo e a natureza.
  8. Psalms 147:8A chuva é descrita como parte de uma cadeia organizada: nuvens cobrindo o céu, depois chuva, depois capim crescendo nos montes - um sistema, não uma coincidência.
  9. Psalms 147:9O detalhe dos filhotes de corvo gritando por comida chama atenção pela escolha: uma criatura pequena e sem importância aparente, mas ainda assim notada e alimentada.
  10. Psalms 147:10Cavalo e as pernas do homem aqui representam poder militar - cavalaria e soldados capazes de correr rápido em batalha. O verso diz que esse tipo de força não é o que impressiona ou conquista o favor de Deus.
  11. Psalms 147:11Responde à ideia do verso anterior sobre não se agradar da força do cavalo: o que realmente agrada a Deus é bem diferente, é o temor reverente e a esperança de quem confia nele.
  12. Psalms 147:12O chamado se dirige diretamente à cidade, como se Jerusalém e Sião fossem personagens sendo convocadas pessoalmente a louvar.
  13. Psalms 147:13Duas bênçãos específicas são citadas: portas fortalecidas, que garantem segurança, e filhos abençoados vivendo dentro dos muros - proteção e família lado a lado.
  14. Psalms 147:14Paz nas fronteiras e fartura da melhor farinha aparecem juntas, unindo segurança externa e abundância material como duas faces do mesmo cuidado.
  15. Psalms 147:15A palavra de Deus é descrita quase como um mensageiro veloz, correndo pela terra para cumprir sua ordem sem demora.
  16. Psalms 147:16Comparar a neve a lã e a geada a cinza é uma forma poética de descrever a aparência dessas coisas raras na região. A brancura fofa da neve lembra lã de ovelha, e o gelo fino da geada lembra cinza espalhada, sem que haja uma transformação real de uma coisa na outra.
  17. Psalms 147:17Continua a descrição do inverno começada no verso anterior: o gelo lançado em pedaços e a pergunta retórica sobre quem consegue suportar tanto frio.
  18. Psalms 147:18O mesmo poder que parecia trazer o frio agora o desfaz: a palavra de Deus derrete o gelo, e o vento volta a fazer as águas correrem - um ciclo completo de estações.
  19. Psalms 147:19Depois de descrever o controle geral sobre a natureza, o salmo muda para algo mais específico: a palavra revelada, os estatutos e juízos dados apenas a Jacó e Israel.
  20. Psalms 147:20O salmo fecha destacando a exclusividade dessa revelação: nenhuma outra nação recebeu o mesmo tipo de lei, marcando essa relação como única.

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