Psalms 141

KJV · Capítulo 141/150

1Lord, I cry unto thee: make haste unto me; give ear unto my voice, when I cry unto thee.

2Let my prayer be set forth before thee as incense; and the lifting up of my hands as the evening sacrifice.

3Set a watch, O Lord, before my mouth; keep the door of my lips.

4Incline not my heart to any evil thing, to practise wicked works with men that work iniquity: and let me not eat of their dainties.

5Let the righteous smite me; it shall be a kindness: and let him reprove me; it shall be an excellent oil, which shall not break my head: for yet my prayer also shall be in their calamities.

6When their judges are overthrown in stony places, they shall hear my words; for they are sweet.

7Our bones are scattered at the grave’s mouth, as when one cutteth and cleaveth wood upon the earth.

8But mine eyes are unto thee, O God the Lord: in thee is my trust; leave not my soul destitute.

9Keep me from the snares which they have laid for me, and the gins of the workers of iniquity.

10Let the wicked fall into their own nets, whilst that I withal escape.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Uma oração noturna pedindo que Deus guarde a boca do salmista de falar mal e que sua oração suba como incenso; ele prefere ser corrigido por um justo a ser lisonjeado por um ímpio.

Explicação

Este salmo trata de um tema pouco comum entre as orações bíblicas: o pedido de autocontrole sobre a própria fala e ações, em vez de pedir apenas livramento de inimigos externos ('põe, Senhor, uma guarda à minha boca', v.3). A comparação da oração subindo 'como incenso' (v.2) remete diretamente ao ritual do templo, onde o incenso era queimado continuamente como símbolo de oração constante subindo a Deus (ver também Apocalipse 5:8). A aplicação hoje é reconhecer que pedir ajuda a Deus para controlar a própria língua e evitar más companhias é tão válido quanto pedir proteção contra perigos externos.

Curiosidades

  • A imagem da oração como 'incenso' (v.2) é retomada no Novo Testamento em Apocalipse 5:8 e 8:3-4, descrevendo as orações dos santos subindo como incenso perante o trono de Deus.
  • O verso 5 ('fira-me o justo, será uma benignidade') expressa um valor sapiencial recorrente na Bíblia: a correção sincera de um amigo é mais valiosa do que elogios vazios, tema também presente em Provérbios 27:6.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 141:1O salmo abre com um pedido duplo de atenção - escuta e inclina os ouvidos - a mesma urgência de outros salmos de súplica, insistindo para não ser ignorado.
  2. Psalms 141:2Incenso e o 'sacrifício da tarde' eram rituais fixos do templo, queimados e oferecidos todos os dias. Comparar a oração pessoal a esses rituais é dizer que ela deveria ter a mesma constância e valor diante de Deus.
  3. Psalms 141:3É um pedido incomum: proteção não contra um inimigo externo, mas contra a própria boca, pedindo que Deus ponha uma guarda na porta dos lábios, como quem tranca uma entrada perigosa.
  4. Psalms 141:4O pedido de autocontrole continua: não é só evitar praticar o mal, é nem sequer desejar participar das 'delícias' oferecidas por quem faz o errado - resistir ao próprio apetite pela tentação.
  5. Psalms 141:5O verso prefere a correção sincera de alguém justo à bajulação. Compara essa repreensão a um óleo que trata em vez de ferir, mesmo vindo como uma pancada, porque vem de boa intenção.
  6. Psalms 141:6É um dos versos mais difíceis do salmo: imagina líderes hostis sendo derrubados, e só depois disso suas próprias palavras, antes ignoradas, finalmente sendo reconhecidas como boas.
  7. Psalms 141:7A imagem é dura: ossos espalhados como lenha rachada, uma comparação usada para descrever destruição violenta e sem dignidade nenhuma.
  8. Psalms 141:8Mesmo depois da cena dura do verso anterior, o olhar continua fixo em Deus; 'não desnudes a minha alma' pede para não ficar exposto e indefeso diante do perigo.
  9. Psalms 141:9Retoma a imagem comum nos salmos de armadilhas e laços escondidos, um perigo silencioso preparado por quem pratica a maldade.
  10. Psalms 141:10O salmo fecha com um pedido de justiça espelhada: que os próprios ímpios caiam nas redes que armaram, enquanto ele espera escapar completamente ileso.

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