Psalms 65

KJV · Capítulo 65/150

1Praise waiteth for thee, O God, in Sion: and unto thee shall the vow be performed.

2O thou that hearest prayer, unto thee shall all flesh come.

3Iniquities prevail against me: as for our transgressions, thou shalt purge them away.

4Blessed is the man whom thou choosest, and causest to approach unto thee, that he may dwell in thy courts: we shall be satisfied with the goodness of thy house, even of thy holy temple.

5By terrible things in righteousness wilt thou answer us, O God of our salvation; who art the confidence of all the ends of the earth, and of them that are afar off upon the sea:

6Which by his strength setteth fast the mountains; being girded with power:

7Which stilleth the noise of the seas, the noise of their waves, and the tumult of the people.

8They also that dwell in the uttermost parts are afraid at thy tokens: thou makest the outgoings of the morning and evening to rejoice.

9Thou visitest the earth, and waterest it: thou greatly enrichest it with the river of God, which is full of water: thou preparest them corn, when thou hast so provided for it.

10Thou waterest the ridges thereof abundantly: thou settlest the furrows thereof: thou makest it soft with showers: thou blessest the springing thereof.

11Thou crownest the year with thy goodness; and thy paths drop fatness.

12They drop upon the pastures of the wilderness: and the little hills rejoice on every side.

13The pastures are clothed with flocks; the valleys also are covered over with corn; they shout for joy, they also sing.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um cântico de louvor que celebra Deus como aquele que ouve orações, perdoa pecados e abençoa a terra com chuva e fertilidade, fazendo os campos se vestirem de rebanhos e os vales se cobrirem de trigo.

Explicação

Este salmo une três temas de louvor: o perdão dos pecados, a majestade de Deus sobre o mar e as montanhas, e sua generosidade providencial na agricultura, essencial para a sobrevivência em uma sociedade agrária como a de Israel. A imagem detalhada da chuva que rega os regos e amolece a terra reflete conhecimento agrícola prático da época, celebrando Deus não apenas em eventos dramáticos, mas no ciclo comum e constante das estações. A aplicação de hoje: reconhecer a provisão de Deus também nas coisas cotidianas e regulares da vida, como alimento e sustento, não apenas em milagres extraordinários.

Curiosidades

  • A imagem 'os campos se vestem de rebanhos, e os vales se cobrem de trigo' (v.13) usa linguagem de vestuário para descrever fartura agrícola, um recurso poético hebraico que personifica a terra como se estivesse literalmente se 'vestindo' de abundância.
  • Este salmo é tradicionalmente associado a celebrações da colheita no calendário agrícola israelita, sendo lido em algumas tradições judaicas durante festividades relacionadas à fartura da terra.

Explicação versículo a versículo

  1. Psalms 65:1Sião é o monte onde ficava Jerusalém, sede do culto a Deus. "Pagar o voto" se refere ao costume de prometer uma oferta a Deus em troca de ajuda, cumprida publicamente quando o pedido era atendido.
  2. Psalms 65:2"Toda a carne" é uma expressão hebraica para "toda a humanidade", não uma referência a corpos físicos. O verso amplia o alcance da oração de Israel para todos os povos da terra.
  3. Psalms 65:3O peso do próprio pecado parece maior do que se consegue carregar — mas o verso já traz o contraste na sequência: Deus é quem cobre e apaga essas culpas.
  4. Psalms 65:4"Habitar nos átrios" descreve o privilégio de ser hóspede permanente nos pátios do templo, o espaço mais próximo da presença de Deus a que uma pessoa comum podia chegar — por isso é chamado de bem-aventurado.
  5. Psalms 65:5Mencionar "as extremidades da terra" e "longe sobre o mar" amplia o horizonte do salmo: a salvação de Deus, orada em Jerusalém, alcança também povos distantes que nunca pisaram ali.
  6. Psalms 65:6"Cingido de fortaleza" repete a imagem de um rei ou guerreiro amarrando o cinto antes da batalha, aqui aplicada a Deus consolidando os montes — força suficiente para sustentar até a geografia da terra.
  7. Psalms 65:7Acalmar o barulho do mar e das ondas é colocado lado a lado com acalmar o "tumulto das gentes": o mesmo poder que controla o caos da natureza também controla a agitação entre os povos.
  8. Psalms 65:8"As saídas da manhã e da tarde" personifica o nascer e o pôr do sol como se gritassem de alegria — a ordem diária do céu é tratada como um louvor silencioso que até povos distantes percebem.
  9. Psalms 65:9"O rio de Deus" não se refere a um rio específico, e sim à chuva vista como um rio celestial que Deus abre sobre a terra para regar as plantações — imagem agrícola de fartura, comum numa região que dependia inteiramente da chuva certa na estação certa.
  10. Psalms 65:10Detalha o processo de uma boa estação de chuvas: os regos (sulcos abertos na terra para plantio) se enchem de água, e o solo amolece com a chuva forte, preparando o terreno para a colheita.
  11. Psalms 65:11Descreve uma colheita tão farta que parece untada de azeite. "Gordura" aqui é sinônimo de fartura e riqueza agrícola, não uma substância literal escorrendo pelos caminhos.
  12. Psalms 65:12A fartura da chuva chega até os "pastos do deserto", terreno normalmente seco, e os outeiros (pequenas colinas) são descritos como se vestissem um cinto de alegria — abundância chegando aonde menos se espera.
  13. Psalms 65:13Os campos "vestidos" de rebanhos e os vales "cobertos" de trigo são uma personificação da natureza: como se a paisagem inteira, coberta de fartura, cantasse de alegria junto com quem a vê.

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