1O rei se alegra em tua força, Senhor; e na tua salvação grandemente se regozija.
2Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as supplicas dos seus labios (Selah).
3Pois o prevines das bençãos de bondade; pões na sua cabeça uma corôa d'oiro fino
4Vida te pediu, e lh'a déste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.
5Grande é a sua gloria pela tua salvação; gloria e magestade pozeste sobre elle.
6Pois o abençoaste para sempre: tu o enches de gozo com a tua face.
7Porque o rei confia no Senhor, e pela misericordia do Altissimo nunca vacillará.
8A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aquelles que te aborrecem.
9Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o Senhor os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.
10Seu fructo destruirás da terra, e a sua semente d'entre os filhos dos homens.
11Porque intentaram o mal contra ti; machinaram uma trapaça, mas não prevalecerão.
12Portanto tu lhes farás voltar as costas; e com tuas frechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.
13Exalta-te, Senhor, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.
📖 Estudo do capítulo
Resumo
Em contraste com o salmo anterior (uma oração antes da batalha), este é um cântico de ação de graças após a vitória, celebrando as bênçãos que Deus concedeu ao rei e prevendo a derrota total de seus inimigos.
Explicação
Formando um par com o Salmo 20, este texto celebra o cumprimento da oração anterior: o rei recebeu vida longa, glória e vitória sobre seus inimigos. A menção de uma 'coroa de ouro fino' e da 'vida para sempre' sugere uma linguagem que, com o tempo, passou a ser lida messianicamente — não apenas sobre um rei terreno, mas sobre um governo eterno que a tradição cristã associa a Cristo. A aplicação prática: celebrar publicamente as respostas de Deus é tão importante espiritualmente quanto pedir por elas.
Curiosidades
- A frase 'longura de dias para sempre e eternamente' (v.4) é um exagero poético comum em textos reais do Oriente Próximo antigo para desejar vida longa ao monarca, semelhante a fórmulas usadas em inscrições egípcias e mesopotâmicas.
- Este salmo, junto ao anterior, provavelmente fazia parte de um ritual de duas partes: uma oração antes da guerra (Salmo 20) e uma ação de graças depois da vitória (Salmo 21).