Salmos 113

ARC · Capítulo 113/150

1Louvae ao Senhor. Louvae, servos do Senhor, louvae o nome do Senhor.

2Seja bemdito o nome do Senhor, desde agora para sempre.

3Desde o nascimento do sol até ao occaso, seja louvado o nome do Senhor.

4Exaltado está o Senhor acima de todas as nações, e a sua gloria sobre os céus.

5Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas?

6O qual se abate, para vêr o que está nos céus e na terra!

7Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado,

8Para o fazer assentar com os principes, mesmo com os principes do seu povo.

9Faz com que a mulher esteril habite na casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvae ao Senhor.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O primeiro de seis salmos conhecidos como 'Hallel egípcio' (113-118), tradicionalmente cantados na Páscoa judaica, louvando a Deus que, mesmo habitando nas alturas, se abaixa para levantar o pobre do pó e dar alegria à mulher estéril.

Explicação

Estes seis salmos (113-118) formam o chamado 'Hallel' (louvor), cantados tradicionalmente durante a Páscoa judaica (Pêssach) — provavelmente os mesmos hinos que Jesus e seus discípulos cantaram após a Última Ceia, antes de irem ao Monte das Oliveiras (Mateus 26:30). A imagem central deste salmo é o contraste entre a grandeza transcendente de Deus ('habita nas alturas') e sua proximidade íntima ('se abate' para cuidar dos pobres e das famílias sem filhos). A aplicação hoje é que a verdadeira grandeza de Deus se revela justamente em seu cuidado com os mais fracos e esquecidos da sociedade.

Curiosidades

  • Os Salmos 113-118 são chamados de 'Hallel Egípcio' e cantados tradicionalmente durante a Páscoa judaica até os dias de hoje.
  • É bastante provável que este seja um dos hinos que Jesus cantou com os discípulos na Última Ceia, mencionado em Mateus 26:30 como 'tendo cantado um hino'.

Explicação versículo a versículo

  1. Salmos 113:1Os Salmos 113 a 118 formam o chamado 'Hallel' ('louvor'), um conjunto cantado nas grandes festas judaicas, especialmente na Páscoa. Isso explica o tom de celebração contínua e a estrutura de chamado e resposta ao longo desses capítulos.
  2. Salmos 113:2'Desde agora para sempre' é uma fórmula simples de bênção contínua, sem limite de tempo, repetida de formas parecidas em vários salmos de louvor.
  3. Salmos 113:3Do nascer ao pôr do sol descreve tanto o dia inteiro quanto, por extensão, todo lugar por onde o sol passa - um louvor que não teria hora nem fronteira para parar.
  4. Salmos 113:4Colocar Deus acima de todas as nações e acima até dos céus combina duas escalas de grandeza, política e cósmica, na mesma frase.
  5. Salmos 113:5A pergunta 'quem é como o Senhor' não espera resposta: é uma forma hebraica de afirmar que ele não tem comparação possível, especialmente por habitar tão alto.
  6. Salmos 113:6É quase um paradoxo poético: Deus mora tão nas alturas que precisa se 'abaixar' só para poder ver os céus e a terra - uma forma de exagerar o tamanho da sua grandeza.
  7. Salmos 113:7Logo depois de descrever uma grandeza tão distante, o salmo mostra o contraste: esse mesmo Deus se inclina para levantar o pobre do pó e do monturo, o lugar mais baixo que existia.
  8. Salmos 113:8A reviravolta chega ao extremo: quem estava no lixo passa a se sentar ao lado de príncipes, a mesma ideia de virada social que aparece no cântico de Ana, em 1 Samuel 2.
  9. Salmos 113:9Tornar-se mãe era, na sociedade antiga, sinônimo de segurança e respeito social. Por isso essa reviravolta entra na mesma lista de outras - como tirar o pobre da miséria e sentá-lo entre príncipes - como sinal do cuidado de Deus com quem estava por baixo.

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