Salmos 26

ARC · Capítulo 26/150

1Julga-me, Senhor, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado tambem no Senhor; não vacillarei.

2Examina-me, Senhor, e prova-me: esquadrinha os meus rins e o meu coração.

3Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.

4Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.

5Tenho aborrecido a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os impios.

6Lavo as minhas mãos na innocencia; e assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar.

7Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.

8Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o logar onde permanece a tua gloria.

9Não apanhes a minha alma com os peccadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos,

10Em cujas mãos ha maleficio, e cuja mão direita está cheia de subornos.

11Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.

12O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Davi pede que Deus o examine e prove sua integridade, afirmando que evita a companhia de pessoas más e ama a casa do Senhor, terminando com um pedido de que não seja tratado como os ímpios.

Explicação

Este salmo é uma declaração de integridade pessoal diante de Deus, algo que aparece em vários salmos davídicos (como o 17). Não se trata de perfeição moral absoluta, mas de sinceridade de coração e recusa consciente de se associar a práticas corruptas ('não me tenho assentado com homens vãos'). O ato de 'lavar as mãos na inocência' antes de se aproximar do altar reflete rituais de purificação praticados no templo. A aplicação de hoje: examinar as próprias companhias e escolhas cotidianas é parte de manter uma consciência limpa diante de Deus.

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