Salmos 130

ARC · Capítulo 130/150

1Das profundezas a ti clamo, ó Senhor.

2Senhor, escuta a minha voz: sejam os teus ouvidos attentos á voz das minhas supplicas.

3Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá?

4Porém comtigo está o perdão, para que sejas temido.

5Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.

6A minha alma aguarda ao Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aquelles que vigiam pela manhã.

7Espere Israel no Senhor, porque no Senhor ha misericordia, e n'elle ha abundante redempção.

8E elle remirá a Israel de todas as suas iniquidades.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um dos sete 'salmos penitenciais': 'das profundezas a ti clamo, Senhor' — uma confissão de que ninguém resistiria se Deus julgasse cada pecado, seguida de uma declaração de esperança paciente, 'como os que vigiam pela manhã'.

Explicação

Este décimo primeiro 'Cântico de Grau' é uma das orações de arrependimento mais profundas e usadas da Bíblia, reconhecendo tanto a seriedade do pecado quanto a certeza do perdão disponível em Deus ('contigo está o perdão, para que sejas temido' — um perdão que gera reverência, não desprezo). A comparação da espera por Deus com guardas noturnos esperando o amanhecer (v.6) transmite tanto a intensidade da espera quanto a certeza de que ela terminará. A aplicação hoje é que reconhecer honestamente nossas falhas diante de Deus, sem desespero, abre caminho para esperança renovada.

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