Salmos 138

ARC · Capítulo 138/150

1Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração: na presença dos deuses a ti cantarei louvores.

2Inclinar-me-hei para o teu sancto templo, e louvarei o teu nome pela sua benignidade, e pela tua verdade: pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.

3No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.

4Todos os reis da terra te louvarão, ó Senhor, quando ouvirem as palavras da tua bocca;

5E cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a gloria do Senhor.

6Ainda que o Senhor é excelso, attende todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.

7Andando eu no meio da angustia, tu me reviverás: estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua dextra me salvará.

8O Senhor aprefeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Um cântico pessoal de gratidão de Davi, prometendo louvar a Deus 'diante dos deuses' (outras autoridades ou nações), confiante de que mesmo os reis da terra reconhecerão a grandeza do Senhor, que cuida do humilde e completa o que começa em sua vida.

Explicação

Este salmo pessoal de ação de graças destaca uma tensão bonita: Deus é ao mesmo tempo excelso (transcendente, acima de tudo) e atento ao humilde (imanente, próximo dos pequenos) — uma combinação que o salmista considera motivo de admiração e não contradição. A frase final ('não desampares as obras das tuas mãos', v.8) expressa confiança de que Deus completará o que iniciou na vida do salmista, um tema que reaparece depois em Filipenses 1:6 no Novo Testamento. A aplicação hoje é confiar que Deus não abandona pela metade os processos que começou em nós.

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