1Deus é o nosso refugio e fortaleza, soccorro bem presente na angustia.
2Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
3Ainda que as aguas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Selah).
4Ha um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o sanctuario das moradas do Altissimo.
5Deus está no meio d'ella, não se abalará; Deus a ajudará ao romper da manhã.
6As nações se embraveceram; os reinos se moveram; elle levantou a sua voz e a terra se derreteu.
7O Senhor dos Exercitos está comnosco: o Deus de Jacob é o nosso refugio (Selah).
8Vinde, contemplae as obras de Senhor; que desolações tem feito na terra!
9Elle faz cessar as guerras até ao fim da terra: quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
10Aquietae-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.
11O Senhor dos Exercitos está comnosco: o Deus de Jacob é o nosso refugio (Selah).
📖 Estudo do capítulo
Resumo
Deus é declarado refúgio e fortaleza mesmo que a terra se transforme e os montes se abalem no mar; um rio alegra a cidade de Deus, e o salmo termina com o famoso convite: 'aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus'.
Explicação
Este salmo, atribuído aos filhos de Coré, celebra a segurança de Deus mesmo diante do caos cósmico mais extremo que se pode imaginar — terra se movendo, montanhas caindo no mar. A frase final, 'aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus', tornou-se uma das mais citadas da Bíblia para momentos de ansiedade, convidando à quietude confiante em vez do pânico diante de crises. Foi a inspiração direta para o famoso hino protestante 'Castelo Forte é Nosso Deus', de Martinho Lutero, composto durante um período de grande turbulência na Reforma. A aplicação de hoje: mesmo em meio a crises pessoais, sociais ou globais, existe um convite a parar, respirar e confiar.
Curiosidades
- Este salmo inspirou diretamente o hino 'Castelo Forte É Nosso Deus' ('Ein feste Burg ist unser Gott'), composto por Martinho Lutero durante a Reforma Protestante no século 16, um dos hinos mais influentes da história cristã.
- O 'rio' mencionado no versículo 4 provavelmente é uma imagem simbólica, já que Jerusalém não tinha um grande rio (apenas a pequena fonte de Giom) — representando a presença de Deus como fonte de vida e alegria constante para a cidade.