Salmos 46

ARC · Capítulo 46/150

1Deus é o nosso refugio e fortaleza, soccorro bem presente na angustia.

2Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

3Ainda que as aguas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Selah).

4Ha um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o sanctuario das moradas do Altissimo.

5Deus está no meio d'ella, não se abalará; Deus a ajudará ao romper da manhã.

6As nações se embraveceram; os reinos se moveram; elle levantou a sua voz e a terra se derreteu.

7O Senhor dos Exercitos está comnosco: o Deus de Jacob é o nosso refugio (Selah).

8Vinde, contemplae as obras de Senhor; que desolações tem feito na terra!

9Elle faz cessar as guerras até ao fim da terra: quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.

10Aquietae-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.

11O Senhor dos Exercitos está comnosco: o Deus de Jacob é o nosso refugio (Selah).

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Deus é declarado refúgio e fortaleza mesmo que a terra se transforme e os montes se abalem no mar; um rio alegra a cidade de Deus, e o salmo termina com o famoso convite: 'aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus'.

Explicação

Este salmo, atribuído aos filhos de Coré, celebra a segurança de Deus mesmo diante do caos cósmico mais extremo que se pode imaginar — terra se movendo, montanhas caindo no mar. A frase final, 'aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus', tornou-se uma das mais citadas da Bíblia para momentos de ansiedade, convidando à quietude confiante em vez do pânico diante de crises. Foi a inspiração direta para o famoso hino protestante 'Castelo Forte é Nosso Deus', de Martinho Lutero, composto durante um período de grande turbulência na Reforma. A aplicação de hoje: mesmo em meio a crises pessoais, sociais ou globais, existe um convite a parar, respirar e confiar.

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