1A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus.
2Assim como os olhos dos servos attentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos attentam para o Senhor nosso Deus, até que tenha piedade de nós.
3Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.
4A nossa alma está extremamente cheia da zombaria d'aquelles que estão á sua vontade e com o desprezo dos soberbos.
📖 Estudo do capítulo
Resumo
Um curto e humilde 'Cântico de Grau' comparando a dependência do povo em relação a Deus com a atenção de um servo aos gestos de seu senhor, pedindo misericórdia em meio ao desprezo e à zombaria dos soberbos.
Explicação
Este pequeno salmo usa uma imagem doméstica muito clara para a cultura antiga: servos e servas observavam atentamente as mãos de seus senhores para responder imediatamente a qualquer sinal ou ordem — assim, o salmista descreve a postura ideal de dependência total e atenta a Deus. A repetição do pedido de 'piedade' (v.3) reflete a intensidade do sofrimento causado pelo desprezo social vivido pela comunidade. A aplicação hoje é cultivar uma atenção constante e humilde à direção de Deus, especialmente em momentos de humilhação ou desprezo alheio.
Curiosidades
- A imagem de servos observando 'as mãos' de seus senhores (v.2) reflete um costume real da época: gestos das mãos eram usados para dar ordens silenciosas a servos em ambientes formais.
- Este é um dos salmos mais curtos da coleção dos 'Cânticos de Grau', com apenas quatro versos.