Salmos 39

BLIVRE · Chapter 39/150

1Salmo de Davi, para o regente, conforme “Jedutum”: Eu dizia: Vigiarei os meus caminhos, para eu não pecar com minha língua; vigiarei minha boca com freio, enquanto o perverso ainda estiver em frente a mim.

2Eu fiquei calado, nada falei de bom; e minha dor se agravou.

3Meu coração se esquentou dentro de mim, fogo se acendeu em minha meditação; [então] eu disse com minha língua:

4Conta-me, SENHOR, o meu fim, e a duração dos meus dias, para que eu saiba como eu sou frágil.

5Eis que a palmos tu ordenaste os meus dias, e o tempo de minha vida [é] como nada diante de ti; pois todo homem que existe [é] um nada. (Selá)

6Certamente o homem anda pela aparência, certamente se inquietam em vão; ajuntam [bens] , e não sabem que [os] levará.

7E agora, SENHOR, o que eu espero? Minha esperança [está] em ti.

8Livra-me de todas as minhas transgressões; não me ponhas como humilhado pelo tolo.

9Eu estou calado, não abrirei a minha boca, porque tu fizeste [assim] .

10Tira teu tormento de sobre mim; estou consumido pelo golpe de tua mão.

11Ao castigares alguém com repreensões pela maldade, logo tu desfaz o que lhe agrada como traça; certamente todo homem é um nada. (Selá)

12Ouve a minha oração, SENHOR; e dá ouvidos ao meu clamor; não te cales de minhas lágrimas, porque eu sou [como] um peregrino para contigo; estrangeiro, como todos os meus pais.

13Não prestes atenção em mim [em tua ira] , antes que eu vá, e pereça.

📖 Chapter study

Summary

David resolves to keep silent before the wicked, but inner anguish drives him to speak, reflecting on the brevity of human life and asking God to spare him before he departs and ceases to exist.

Explanation

This psalm is an intense, honest meditation on the fragility and brevity of human existence ('my days as an handbreadth... altogether vanity'), echoing the tone of Ecclesiastes. David's initial attempt to stay silent so as not to sin with his tongue ultimately fails before the urgency of his pain — a realistic portrait of how contained anguish eventually needs expression. Today's application: recognizing the brevity of life is not a reason for despair but an invitation to live with more intentionality and less attachment to riches that 'we know not who shall gather.'

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