Salmos 42

BLIVRE · Chapter 42/150

1Salmo de instrução para o regente; dos filhos de Coré: Assim como a corça geme de desejo pelas correntes de águas, assim também minha alma geme de desejo por ti, Deus.

2Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivente: Quando entrarei, e me apresentarei diante de Deus?

3Minhas lágrimas têm sido [meu] alimento dia e noite, porque o dia todo me dizem: Onde [está] o teu Deus?

4Disto eu me lembro, e derramo minha alma em mim [com choros] , porque eu ia entre a multidão, [e] com eles entrava na casa de Deus, com voz de alegria e louvor, na festa da multidão.

5Minha alma, por que tu estás abatida, e te inquietas em mim? Espera em Deus; pois eu o louvarei pelas suas salvações.

6Deus meu, minha alma está abatida dentro de mim; por isso eu me lembro de ti desde a terra do Jordão, e dos hermonitas, desde o monte Mizar.

7Um abismo chama [outro] abismo, ao ruído de suas cascatas; todos as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim.

8[Mas] de dia o SENHOR mandará sua misericórdia, e de noite a canção dele estará comigo; uma oração ao Deus de minha vida.

9Direi a Deus, minha rocha: Por que tu te esqueces de mim? Por que eu ando em sofrimento pela opressão do inimigo?

10Meus adversários me afrontam com uma ferida mortal em meus ossos, ao me dizerem todo dia: Onde [está] o teu Deus?

11Por que estás abatida, minha alma? E por que te inquietas em mim? Espera em Deus; porque eu ainda o louvarei; ele é a minha salvação e o meu Deus.

📖 Chapter study

Summary

The psalmist, far from the temple, expresses a deep thirst for God, comparing it to a deer's thirst for flowing streams, and fights discouragement by repeating to himself: 'hope thou in God, for I shall yet praise him'.

Explanation

This psalm opens 'Book II' of the Psalter and is attributed to the sons of Korah, a group of Levites responsible for the temple's music. The image of the thirsty deer has become one of the Bible's best-known metaphors for spiritual longing for God, especially in times of distance or hardship (the psalmist appears to be exiled, far from Jerusalem, in the region of the Jordan and Mount Hermon). The repeated refrain ('why art thou cast down, O my soul?') reveals a powerful spiritual technique: speaking to oneself, questioning one's own discouragement rather than simply feeling it passively. Today's application: it is possible — and healthy — to dialogue with one's own emotions in light of hope in God.

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