Isaías 20

ARC · Capítulo 20/66

1No anno em que veiu Tartan a Asdod, enviando-o Sargon, rei da Assyria, e guerreou contra Asdod, e a tomou;

2No mesmo tempo fallou o Senhor pelo ministerio d'Isaias, filho d'Amós, dizendo: Vae, solta o sacco de teus lombos, e descalça os teus sapatos dos teus pés. E assim o fez, indo nú e descalço.

3Então disse o Senhor: Assim como anda o meu servo Isaias, nú e descalço, por signal e prodigio de tres annos sobre o Egypto e sobre a Ethiopia,

4Assim o rei da Assyria levará em captiveiro os presos do Egypto, e os captivados da Ethiopia, assim moços como velhos, nús e descalços, e descobertas as nadegas para vergonha dos egypcios.

5E assombrar-se-hão, e envergonhar-se-hão, por causa dos ethiopes, para quem attentavam, como tambem dos egypcios, sua gloria.

6Então dirão os moradores d'esta ilha n'aquelle dia: Olhae que tal foi aquelle, para quem attentavamos, a quem nos acolhemos por soccorro, para nos livrarmos da face do rei da Assyria! como pois escaparemos nós?

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Resumo

Como sinal profético dramático, Isaías anda nu e descalço por três anos, prefigurando como o Egito e a Etiópia (Cuxe) seriam levados cativos e humilhados pela Assíria. É um aviso contra confiar nessas nações como aliadas.

Explicação

O contexto histórico é a campanha assíria contra Asdode (cidade filisteia), por volta de 711 a.C., liderada pelo general Tartã sob o rei Sargão II da Assíria — evento confirmado por registros arqueológicos assírios. Isaías, obedecendo a uma ordem divina incomum, anda como um cativo de guerra (nu e descalço, sem os símbolos normais de status) para mostrar visualmente o destino que aguardava o Egito e Cuxe, nações em que Judá era tentada a confiar contra a Assíria. Esse tipo de 'profecia encenada' era um recurso usado pelos profetas hebreus quando palavras não bastavam para impressionar o povo. A aplicação prática é que confiar em poderes humanos para segurança, em vez de em Deus, sempre resulta em decepção.

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