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BLIVRE · Chapter 37/42

1Disto também o meu coração treme, e salta de seu lugar.

2Ouvi atentamente o estrondo de sua voz, e o som que sai de sua boca,

3Ao qual envia por debaixo de todos os céus; e sua luz até os confins da terra.

4Depois disso brama com estrondo; troveja com sua majestosa voz; e ele não retém [seus relâmpagos] quando sua voz é ouvida.

5Deus troveja maravilhosamente com sua voz; ele faz coisas tão grandes que nós não compreendemos.

6Pois ele diz à neve: Cai sobre à terra; Como também à chuva: Sê chuva forte.

7Ele sela as mãos de todo ser humano, para que todas as pessoas conheçam sua obra.

8E os animais selvagens entram nos esconderijos, e ficam em suas tocas.

9Da recâmara vem o redemoinho, e dos [ventos] que espalham [vem] o frio.

10Pelo sopro de Deus se dá o gelo, e as largas águas se congelam.

11Ele também carrega de umidade as espessas nuvens, [e] por entre as nuvens ele espalha seu relâmpago.

12Então elas se movem ao redor segundo sua condução, para que façam quanto ele lhes manda sobre a superfície do mundo, na terra;

13Seja que ou por vara de castigo, ou para sua terra, ou por bondade as faça vir.

14Escuta isto, Jó; fica parado, e considera as maravilhas de Deus.

15Por acaso sabes tu quando Deus dá ordem a elas, e faz brilhar o relâmpago de sua nuvem?

16Conheces tu os equilíbrios das nuvens, as maravilhas daquele que é perfeito no conhecimento?

17Tu, cujas vestes se aquecem quando a terra se aquieta por causa do [vento] sul,

18acaso podes estender com ele os céus, que estão firmes como um espelho fundido?

19Ensina-nos o que devemos dizer a ele; [pois discurso] nenhum podemos propor, por causa das [nossas] trevas.

20Seria contado a ele o que eu haveria de falar? Por acaso alguém falaria para ser devorado?

21E agora não se pode olhar para o sol, quando brilha nos céus, quando o vento passa e os limpa.

22Do norte vem o esplendor dourado; em Deus há majestade temível.

23Não podemos alcançar ao Todo-Poderoso; ele é grande em poder; porém ele a ninguém oprime [em] juízo e grandeza de justiça.

24Por isso as pessoas o temem; ele não dá atenção aos que [se acham] sábios de coração.

📖 Chapter study

Summary

Elihu continues admiring the phenomena of nature — thunder, snow, frost, and winds — as manifestations of God's incomprehensible power. He concludes his speech by asking rhetorically whether Job has enough knowledge to instruct God on how to govern the natural world.

Explanation

This final chapter of Elihu's speech functions as a direct poetic transition into God's speeches that begin right after it, using language about thunder, lightning, and weather phenomena that strongly echoes the very style God himself will use. Elihu's final question about humanity's inability to understand or instruct the workings of nature (verses 14-20) directly prepares the reader for the similar—yet far more extensive and personal—challenge God will present to Job starting in the next chapter. Application for today: the magnitude and unfathomed complexity of natural phenomena can serve as a humbling reminder of the limits of human knowledge before God's infinite wisdom.

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