Salmos 75

BLIVRE · Capítulo 75/150

1Para o regente, conforme “altachete”; salmo e cântico de Asafe: Louvamos a ti, ó Deus; louvamos, e perto [está] o teu nome; são anunciadas as tuas maravilhas.

2O que eu recebi, no [tempo] determinado, julgarei de forma justa.

3A terra e todos os seus moradores [são] dissolvidos; [porém] eu fortifiquei suas colunas. (Selá)

4Eu disse aos orgulhosos: Não sejais orgulhosos!E aos perversos: Não exalteis o vosso poder!

5Não confieis em vosso poder, nem faleis com arrogância.

6Porque a exaltação não vem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto;

7Mas sim [de] Deus, que é o Juiz; ele abate a um, e exalta a outro.

8Porque o SENHOR [tem] um copo na mão; com vinho espumado, cheio de mistura, e ele o derramará; e os perversos da terra o beberão e sugarão até seus restos.

9Mas eu [o] anunciarei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.

10E cortarei todas as arrogâncias dos perversos; [mas] os rostos dos justos serão exaltados.

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Resumo

Asafe declara que Deus é o juiz que decide quando agir, alertando os arrogantes para não se exaltarem, pois a exaltação não vem do oriente, ocidente ou deserto, mas somente de Deus, que abate uns e exalta outros.

Explicação

Este salmo usa a imagem de um 'cálice' com vinho misturado que Deus oferece aos ímpios para beberem até as fezes — uma metáfora comum nos textos proféticos para descrever o juízo divino como algo inevitável para quem persiste na maldade (imagem retomada depois em Isaías 51:17 e Apocalipse 14:10). A afirmação de que a exaltação não vem de nenhuma direção geográfica humana, mas somente de Deus, é um lembrete importante contra a arrogância de quem atribui o próprio sucesso unicamente ao mérito ou esforço pessoal. A aplicação de hoje: reconhecer que posições de honra e sucesso, em última análise, dependem de uma soberania maior que os próprios esforços humanos, o que deveria gerar humildade, não arrogância.

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