Salmos 143

BLIVRE · Capítulo 143/150

1Salmo de Davi: Ó SENHOR, ouve minha oração; inclina teus ouvidos às minhas súplicas; responde-me segundo tua fidelidade [e] tua justiça.

2E não entres em juízo com teu servo; porque nenhum ser vivo será justo diante de ti.

3Pois o inimigo persegue minha alma, atropela na terra a minha vida; [e] me obriga a viver na escuridão, como os que há muito [tempo] morreram.

4Por isso meu espírito se enche de angústia em mim, [e] meu coração está desesperado dentro de mim.

5Lembro-me dos dias antigos, eu considero todos os teus feitos; medito nas obras de tuas mãos.

6Levanto minhas mãos a ti; minha alma [tem sede] de ti como a terra seca.

7Responde-me depressa, SENHOR; porque meu espírito está muito fraco; não escondas tua face de mim, pois eu seria semelhante aos que descem à cova.

8De madrugada faze com que eu ouça tua bondade, porque em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto minha alma.

9Livra-me de meus inimigos, SENHOR; [pois] em ti eu me escondo.

10Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és meu Deus; teu bom Espírito me guie por terra plana.

11Vivifica-me por teu nome, SENHOR; por tua justiça tira minha alma da angústia.

12E por tua bondade extermina os meus inimigos; e destrói a todos os que afligem a minha alma; pois eu sou teu servo.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O último dos sete salmos penitenciais: uma súplica humilde reconhecendo que ninguém é justo diante de Deus, pedindo direção ('ensina-me a fazer a tua vontade') e livramento da perseguição de inimigos que o fizeram habitar 'na escuridão'.

Explicação

Este salmo combina elementos de lamento pessoal (perseguição, angústia) com uma confissão teológica marcante: 'à tua vista não se achará justo nenhum vivente' (v.2), reconhecendo a limitação humana diante da perfeita justiça de Deus — um tema que antecipa discussões posteriores no Novo Testamento sobre a necessidade de graça (Paulo cita ideia semelhante em Romanos 3:20). A imagem de ser guiado por 'terra plana' (v.10) sugere o desejo de um caminho simples e sem armadilhas em meio a circunstâncias complicadas. A aplicação hoje é que pedir direção diária a Deus, em vez de confiar apenas na própria capacidade de discernir o caminho certo, é uma prática de humildade genuína.

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