Salmos 2

BLIVRE · Capítulo 2/150

1Por que as nações se rebelam, e os povos planejam em vão?

2Os reis da terra se levantam, e os governantes tomam conselhos reunidos contra o SENHOR, e contra seu Ungido, [dizendo] :

3Rompamos as correntes deles, e lancemos fora de nós as cordas deles.

4Aquele que está sentado nos céus rirá; o Senhor zombará deles.

5Então ele lhes falará em sua ira; em seu furor ele os assombrará, [dizendo] :

6E eu ungi a meu Rei sobre Sião, o monte de minha santidade.

7E eu declararei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei.

8Pede-me, e eu te darei as nações [por] herança, e [por] tua propriedade os confins da terra.

9Com cetro de ferro tu as quebrarás; como vaso de oleiro tu as despedaçarás;

10Portanto agora, reis, sede prudentes; vós, juízes da terra, deixai serdes instruídos.

11Servi ao SENHOR com temor; e alegrai-vos com tremor.

12Beijai ao Filho, para que ele não se ire, e pereçais [no] caminho; porque em breve a ira dele se acenderá. Bem-aventurados [são] todos os que nele confiam.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

As nações se rebelam contra o Senhor e contra seu ungido (o rei), mas Deus ri da conspiração porque já estabeleceu seu Rei em Sião; o salmo termina com um apelo para que os reis da terra se submetam a esse Rei antes que seja tarde.

Explicação

Este é um salmo real, provavelmente usado na entronização dos reis de Judá em Jerusalém, quando o novo rei era declarado 'filho' de Deus (uma linguagem de adoção real comum no Oriente Próximo antigo, não de origem divina literal). Com o tempo, a tradição judaica e depois a cristã passaram a ler este salmo como uma promessa messiânica maior, apontando para um Rei definitivo. A mensagem central é que nenhum poder humano organizado consegue anular o plano de Deus — reinos vêm e vão, mas o que Ele estabelece permanece. Isso convida à humildade diante de projetos que se opõem a valores como justiça e verdade.

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