1 Coríntios 13

ARC · Capítulo 13/16

1Ainda que eu fallasse as linguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2E ainda que tivesse o dom da prophecia, e conhecesse todos os mysterios e toda a sciencia, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.

3E, ainda que distribuisse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada me aproveitaria.

4A caridade é soffredora, é benigna: a caridade não é invejosa: a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,

5Não trata com indecencia, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal

6Não folga com a injustiça, porém folga com a verdade;

7Tudo soffre, tudo crê, tudo espera, tudo supporta.

8A caridade nunca acaba: porém, ainda que haja prophecias, serão aniquiladas: ainda que haja linguas, cessarão; ainda que haja sciencia, será aniquilada;

9Porque, em parte, conhecemos, e em parte prophetizamos;

10Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11Quando eu era menino, fallava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de meninos.

12Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face: agora conheço em parte, mas então conhecerei como tambem sou conhecido.

13Agora, pois, permanecem estas tres: a fé, a esperança e a caridade; porém a maior d'estas é a caridade.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Neste capítulo, um dos mais conhecidos da Bíblia, Paulo descreve a superioridade do amor sobre qualquer dom espiritual, por mais impressionante que seja. Ele detalha as características do amor verdadeiro e afirma que, entre fé, esperança e amor, o amor é o maior.

Explicação

Colocado estrategicamente entre dois capítulos sobre dons espirituais, este texto corrige qualquer tentação de orgulho espiritual: falar línguas, profetizar, ter conhecimento ou até um sacrifício extremo não valem nada sem amor. Paulo então descreve o amor não como sentimento, mas como uma série de atitudes práticas — paciência, bondade, ausência de inveja e orgulho, esperança que tudo suporta. A afirmação de que o amor 'nunca acaba', enquanto dons como profecia e línguas cessarão, aponta para uma realidade eterna que transcende as capacidades espirituais temporárias desta vida. A aplicação de hoje é simples e desafiadora: medir toda atividade religiosa, todo talento e todo sacrifício pela régua do amor genuíno ao próximo.

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