Song of Songs 6

KJV · Capítulo 6/8

1Whither is thy beloved gone, O thou fairest among women? whither is thy beloved turned aside? that we may seek him with thee.

2My beloved is gone down into his garden, to the beds of spices, to feed in the gardens, and to gather lilies.

3I am my beloved’s, and my beloved is mine: he feedeth among the lilies.

4Thou art beautiful, O my love, as Tirzah, comely as Jerusalem, terrible as an army with banners.

5Turn away thine eyes from me, for they have overcome me: thy hair is as a flock of goats that appear from Gilead.

6Thy teeth are as a flock of sheep which go up from the washing, whereof every one beareth twins, and there is not one barren among them.

7As a piece of a pomegranate are thy temples within thy locks.

8There are threescore queens, and fourscore concubines, and virgins without number.

9My dove, my undefiled is but one; she is the only one of her mother, she is the choice one of her that bare her. The daughters saw her, and blessed her; yea, the queens and the concubines, and they praised her.

10Who is she that looketh forth as the morning, fair as the moon, clear as the sun, and terrible as an army with banners?

11I went down into the garden of nuts to see the fruits of the valley, and to see whether the vine flourished, and the pomegranates budded.

12Or ever I was aware, my soul made me like the chariots of Amminadib.

13Return, return, O Shulamite; return, return, that we may look upon thee. What will ye see in the Shulamite? As it were the company of two armies.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

As filhas de Jerusalém perguntam para onde foi o amado, e a amada responde que ele desceu ao seu jardim. O amado então volta a elogiar a beleza única dela, comparando-a a rainhas e concubinas sem número, mas dizendo que ela é a única, a perfeita.

Explicação

A resposta da amada demonstra que ela sabe exatamente onde encontrar quem ama — uma reafirmação da segurança e confiança que existe no relacionamento após a busca do capítulo anterior. A comparação com "sessenta rainhas e oitenta concubinas" pode refletir hipérboles da corte de Salomão (1 Reis 11 menciona setecentas esposas e trezentas concubinas), usada aqui de forma poética para destacar que, entre todas, a amada é insuperável e única. Aplicação de hoje: em meio a tantas comparações que o mundo oferece, o amor verdadeiro escolhe e valoriza uma pessoa como única e insubstituível.

Curiosidades

  • A cidade de Tirza, usada aqui como padrão de beleza junto com Jerusalém, foi capital do reino do Norte (Israel) antes da construção de Samaria, conforme 1 Reis 16:23-24.
  • O termo "Sulamita", usado para a amada neste capítulo, pode ser a forma feminina de "Salomão" ou uma referência à vila de Suném, mostrando como o texto brinca com nomes e identidades.

Explicação versículo a versículo

  1. Song of Songs 6:1As outras moças, convencidas pela descrição do capítulo anterior, agora se oferecem para ajudar a procurá-lo — a admiração por ele virou colaboração ativa na busca dela.
  2. Song of Songs 6:2A resposta dela sugere que ele não está tão perdido quanto ela temia no capítulo 5: ele simplesmente foi para o jardim, lugar de encontro já familiar ao longo do livro, não desaparecido de vez.
  3. Song of Songs 6:3Repetir a declaração de pertencimento mútuo do capítulo 2, com a ordem das frases invertida, fecha o ciclo de busca e reencontro que ocupou boa parte dos capítulos anteriores.
  4. Song of Songs 6:4Tirza era a capital do reino do Norte antes de Samaria, e citá-la ao lado de Jerusalém sugere duas cidades admiradas por sua beleza na época, usadas juntas como referência máxima de esplendor.
  5. Song of Songs 6:5Dizer que o olhar dela o 'perturba' ou 'vence' é uma forma de admitir vulnerabilidade diante da intensidade do próprio sentimento, quase como se ela tivesse poder físico sobre ele só de olhar.
  6. Song of Songs 6:6Repetir quase a mesma descrição dos dentes já usada no capítulo 4 mostra como o poema reaproveita blocos inteiros de elogio, recurso comum na poesia oral repetitiva da época.
  7. Song of Songs 6:7Essa repetição quase exata de uma imagem do capítulo 4 sobre as faces reforça como certos trechos do livro funcionam como refrões poéticos, reaparecendo em momentos diferentes da narrativa.
  8. Song of Songs 6:8A menção a "sessenta rainhas e oitenta concubinas" reflete o costume real da poligamia nas cortes daquela época, mas o texto usa esse contraste justamente para dizer que, entre tantas mulheres possíveis, para o amado só existe uma que é única e insubstituível.
  9. Song of Songs 6:9Chamá-la de 'única' em meio a rainhas e concubinas, mencionadas no verso anterior, é o ponto alto do elogio: mesmo cercado de outras opções, ele a distingue como incomparável entre todas.
  10. Song of Songs 6:10Repetir a imagem de 'exército com bandeiras' do verso 4 para descrever o efeito dela sobre quem a vê sugere um impacto quase avassalador, como se sua presença impusesse respeito da mesma forma que uma força militar.
  11. Song of Songs 6:11Essa cena de inspecionar o pomar para ver se as plantas estavam florescendo pode ser lida tanto literalmente, uma caminhada real, quanto como imagem indireta de curiosidade e desejo, um padrão comum no livro.
  12. Song of Songs 6:12Esse verso é um dos mais obscuros do livro em termos de tradução — o sentido exato de 'carros de Aminadibe' é incerto, e diferentes versões e estudiosos traduzem essa expressão hebraica de formas bem diferentes entre si.
  13. Song of Songs 6:13É aqui que a amada é chamada pela primeira vez de "Sulamita", provavelmente uma referência a sua origem ou família, mais um nome do que um título de nobreza.

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