Song of Songs 7

KJV · Capítulo 7/8

1How beautiful are thy feet with shoes, O prince’s daughter! the joints of thy thighs are like jewels, the work of the hands of a cunning workman.

2Thy navel is like a round goblet, which wanteth not liquor: thy belly is like an heap of wheat set about with lilies.

3Thy two breasts are like two young roes that are twins.

4Thy neck is as a tower of ivory; thine eyes like the fishpools in Heshbon, by the gate of Bath–rabbim: thy nose is as the tower of Lebanon which looketh toward Damascus.

5Thine head upon thee is like Carmel, and the hair of thine head like purple; the king is held in the galleries.

6How fair and how pleasant art thou, O love, for delights!

7This thy stature is like to a palm tree, and thy breasts to clusters of grapes.

8I said, I will go up to the palm tree, I will take hold of the boughs thereof: now also thy breasts shall be as clusters of the vine, and the smell of thy nose like apples;

9And the roof of thy mouth like the best wine for my beloved, that goeth down sweetly, causing the lips of those that are asleep to speak.

10I am my beloved’s, and his desire is toward me.

11Come, my beloved, let us go forth into the field; let us lodge in the villages.

12Let us get up early to the vineyards; let us see if the vine flourish, whether the tender grape appear, and the pomegranates bud forth: there will I give thee my loves.

13The mandrakes give a smell, and at our gates are all manner of pleasant fruits, new and old, which I have laid up for thee, O my beloved.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O amado continua a admirar a beleza da amada, da cabeça aos pés, comparando-a a uma palmeira e seus frutos. Ela responde convidando-o a saírem juntos ao campo e às aldeias para desfrutarem do amor.

Explicação

Este capítulo retoma o estilo descritivo elogioso, mas agora é a amada quem toma a iniciativa de propor um encontro romântico ao ar livre, entre vinhas e romãzeiras — símbolos de fertilidade e vida na paisagem agrícola de Israel. A expressão "eu sou do meu amado, e ele me tem afeição" (verso final citado na tradição, comparável a 2:16 e 6:3) reforça o tema central do livro: a mutualidade e a reciprocidade do desejo entre os dois. Aplicação de hoje: em um casamento saudável, tanto o homem quanto a mulher têm liberdade e iniciativa para expressar desejo e buscar intimidade.

Curiosidades

  • As "mandrágoras" mencionadas no fim do capítulo eram uma planta associada popularmente à fertilidade no antigo Oriente Médio, também citada na história de Raquel e Lia em Gênesis 30:14-16.
  • A comparação da amada com uma palmeira (tamareira) reflete uma árvore altamente valorizada na região por sua utilidade total — fruto, sombra, madeira e fibra — e por seu porte elegante e ereto.

Explicação versículo a versículo

  1. Song of Songs 7:1A descrição detalhada dos pés, das coxas e do umbigo da amada mostra como o livro trata o corpo humano com uma liberdade poética incomum para os padrões atuais de linguagem religiosa, sem qualquer tom de vergonha.
  2. Song of Songs 7:2Comparar a cintura a um monte de trigo cercado de lírios une duas imagens da colheita: fartura (o trigo empilhado) e delicadeza (as flores ao redor), combinação tipicamente agrícola de elogio.
  3. Song of Songs 7:3Essa mesma comparação com filhotes gêmeos de corça já apareceu no capítulo 4, mostrando como certos elogios físicos se repetem ao longo do livro como fórmulas poéticas reconhecíveis.
  4. Song of Songs 7:4Hesbom era uma cidade real conhecida por seus reservatórios de água claros e calmos — comparar os olhos a esses viveiros sugere um olhar tranquilo e translúcido, não agitado.
  5. Song of Songs 7:5O monte Carmelo era conhecido por sua vegetação exuberante, então comparar a cabeça a ele elogia fartura e beleza do cabelo — dizer que o rei fica 'preso' nesses cachos é exagero poético de fascínio.
  6. Song of Songs 7:6A expressão "amor em delícias" resume bem o espírito do capítulo: o livro celebra abertamente o prazer entre os amantes, sem esconder ou disfarçar esse lado da relação.
  7. Song of Songs 7:7A tamareira era valorizada por seu tronco alto e reto — comparar a postura dela a essa árvore elogia altura e elegância física de forma bem direta.
  8. Song of Songs 7:8Descrever o desejo de 'subir' na tamareira e segurar seus ramos transforma a metáfora anterior em uma imagem de ação física, o amado desejando se aproximar e tocar o que acabou de elogiar.
  9. Song of Songs 7:9Comparar o beijo a um vinho tão bom que faz até os lábios de quem dorme falarem é um exagero poético para descrever algo irresistivelmente doce e envolvente.
  10. Song of Songs 7:10Essa variação da fórmula de pertencimento mútuo, já vista antes, acrescenta algo novo: agora é o desejo dele que se volta especificamente para ela, não apenas uma posse recíproca genérica.
  11. Song of Songs 7:11Convidar o amado para passar a noite nas aldeias, longe da cidade, sugere um desejo de escapar para um ambiente mais simples e reservado, só dos dois.
  12. Song of Songs 7:12O convite dela para irem juntos ao campo e passarem a noite nas vinhas mostra a iniciativa da mulher dentro do relacionamento, propondo o encontro em vez de apenas esperar por ele.
  13. Song of Songs 7:13As mandrágoras eram associadas na antiguidade à fertilidade e ao desejo amoroso, então mencioná-las ao lado de frutos guardados especialmente para o amado reforça o convite íntimo do final do capítulo.

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