Song of Songs 1

KJV · Capítulo 1/8

1The song of songs, which is Solomon’s.

2Let him kiss me with the kisses of his mouth: for thy love is better than wine.

3Because of the savour of thy good ointments thy name is as ointment poured forth, therefore do the virgins love thee.

4Draw me, we will run after thee: the king hath brought me into his chambers: we will be glad and rejoice in thee, we will remember thy love more than wine: the upright love thee.

5I am black, but comely, O ye daughters of Jerusalem, as the tents of Kedar, as the curtains of Solomon.

6Look not upon me, because I am black, because the sun hath looked upon me: my mother’s children were angry with me; they made me the keeper of the vineyards; but mine own vineyard have I not kept.

7Tell me, O thou whom my soul loveth, where thou feedest, where thou makest thy flock to rest at noon: for why should I be as one that turneth aside by the flocks of thy companions?

8If thou know not, O thou fairest among women, go thy way forth by the footsteps of the flock, and feed thy kids beside the shepherds’ tents.

9I have compared thee, O my love, to a company of horses in Pharaoh’s chariots.

10Thy cheeks are comely with rows of jewels, thy neck with chains of gold.

11We will make thee borders of gold with studs of silver.

12While the king sitteth at his table, my spikenard sendeth forth the smell thereof.

13A bundle of myrrh is my wellbeloved unto me; he shall lie all night betwixt my breasts.

14My beloved is unto me as a cluster of camphire in the vineyards of En–gedi.

15Behold, thou art fair, my love; behold, thou art fair; thou hast doves’ eyes.

16Behold, thou art fair, my beloved, yea, pleasant: also our bed is green.

17The beams of our house are cedar, and our rafters of fir.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

A amada declara seu amor pelo amado, pedindo seus beijos e desejando segui-lo. Ela se descreve como morena pelo sol e fala do trabalho nas vinhas dos irmãos. O casal troca elogios de admiração mútua.

Explicação

Cânticos é um poema de amor conjugal atribuído a Salomão, escrito em forma de diálogo entre um casal apaixonado e um coro de "filhas de Jerusalém". Na cultura hebraica, o amor humano e o desejo dentro do casamento eram vistos como bons dons de Deus, dignos de celebração poética, não como assunto vergonhoso. A menção de ser "morena" reflete o trabalho ao ar livre, algo mal visto socialmente na época, mas que não diminui sua beleza aos olhos do amado. Aplicação de hoje: o amor genuíno celebra a pessoa inteira, inclusive suas circunstâncias e imperfeições aparentes.

Curiosidades

  • O título hebraico é "Shir ha-Shirim" (Cântico dos Cânticos), uma construção gramatical que expressa o superlativo — ou seja, "o mais belo dos cânticos".
  • A tradição judaica lia este livro na Páscoa (Pessach), interpretando-o também de forma alegórica como o amor entre Deus e Israel; cristãos historicamente o leram como figura do amor entre Cristo e a igreja.

Explicação versículo a versículo

  1. Song of Songs 1:1'Cântico dos cânticos' é uma construção hebraica de superlativo, como 'santo dos santos' ou 'rei dos reis' — a expressão já anuncia que este é considerado o mais elevado de todos os cânticos, não apenas mais um entre outros.
  2. Song of Songs 1:2O livro abre direto com um pedido de beijo, sem rodeios ou introdução, deixando claro desde a primeira linha que se trata de poesia de amor entre dois amantes, não de uma parábola disfarçada. É um tom físico e direto que se mantém do início ao fim do texto.
  3. Song of Songs 1:3Comparar o nome do amado a um perfume derramado brinca com a semelhança sonora entre as duas palavras em hebraico — um elogio que une cheiro, reputação e atração física numa única imagem.
  4. Song of Songs 1:4Chamar o amado de 'rei' e mencionar 'câmaras' aqui provavelmente é linguagem de fantasia amorosa e elogio exagerado, comum em poesia de amor antiga, não uma afirmação de que ele seja literalmente um monarca.
  5. Song of Songs 1:5Comparar sua pele bronzeada às tendas escuras dos beduínos de Quedar, feitas de pelo de cabra preta, e às cortinas reais de Salomão une duas imagens: uma humilde e uma luxuosa, ambas admiradas à sua maneira.
  6. Song of Songs 1:6A moça explica que ficou "morena" porque o sol bateu nela enquanto cuidava das vinhas dos irmãos, tendo negligenciado sua própria vinha, uma imagem que tanto descreve sua pele quanto sugere, de forma indireta, sua própria pessoa e seu corpo.
  7. Song of Songs 1:7A pergunta sobre onde encontrar o rebanho ao meio-dia sugere um encontro combinado em segredo, longe de outros pastores — um pedido de privacidade típico de um caso de amor que talvez precisasse de discrição.
  8. Song of Songs 1:8A resposta brincalhona de que ela deveria simplesmente seguir os rastros das ovelhas até as tendas dos pastores tem um tom de charme irônico, quase como se ele já soubesse exatamente onde ela poderia encontrá-lo.
  9. Song of Songs 1:9Comparar a amada às éguas dos carros de Faraó soa estranho hoje, mas era um elogio de status: essas éguas eram adornadas com ouro e prata e reconhecidas por sua beleza refinada, então a comparação enaltecia a elegância dela, não sugeria nada pejorativo.
  10. Song of Songs 1:10Descrever joias como fileiras que emolduram o rosto e o pescoço sugere adornos reais de ouro e pedras, elogiando tanto a beleza natural quanto o efeito dos enfeites usados por cima dela.
  11. Song of Songs 1:11A promessa de fazer enfeites personalizados de ouro com detalhes de prata é um gesto de cortejo generoso: prometer presentes luxuosos feitos especialmente para ela.
  12. Song of Songs 1:12O nardo era um perfume caro importado de longe, geralmente da Índia — usá-lo enquanto está à mesa do rei é um detalhe de luxo sensorial que reforça o clima de banquete e proximidade física do poema.
  13. Song of Songs 1:13Um saquinho de mirra era usado como perfume pessoal preso à roupa ou ao corpo durante a noite — comparar o amado a esse objeto é dizer que sua presença é constante e íntima como um cheiro que nunca se afasta.
  14. Song of Songs 1:14Engedi era um oásis famoso perto do Mar Morto, conhecido por plantas aromáticas raras em meio a um deserto — comparar o amado a esse lugar é dizer que ele é uma surpresa rara e preciosa em qualquer contexto.
  15. Song of Songs 1:15Comparar os olhos a pombas provavelmente se refere ao movimento suave e gentil do olhar, não à cor ou formato dos olhos em si — uma imagem de ternura mais do que de aparência física exata.
  16. Song of Songs 1:16'Nosso leito é viçoso' sugere um encontro ao ar livre, sobre a grama, mais do que um quarto fechado — a natureza funciona como cenário direto do romance ao longo de boa parte do livro.
  17. Song of Songs 1:17Descrever uma 'casa' feita de cedro e cipreste, madeiras nobres usadas em templos e palácios, enquanto os amantes estão ao ar livre é mais uma imagem poética de grandiosidade do que uma construção real.

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