1Depois d'isto poz o rei Assuero tributo sobre a terra, e sobre as ilhas do mar,
2E todas as obras do seu poder e do seu valor, e a declaração da grandeza de Mardoqueo, a quem o rei engrandeceu, porventura não estão escriptas no livro das chronicas dos reis da Media e da Persia?
3Porque o judeo Mardoqueo foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeos, e agradavel para com a multidão de seus irmãos, que procurava o bem do seu povo, e fallava pela prosperidade de toda a sua nação.
📖 Estudo do capítulo
Resumo
O livro termina com um breve resumo do poder e da grandeza do rei Assuero, e destaca como Mardoqueu se tornou uma figura de grande influência, respeitado por buscar o bem de seu povo.
Explicação
O encerramento do livro é curto, quase como um pós-escrito histórico, situando a história de Ester dentro dos registros oficiais mais amplos do império persa. A frase final sobre Mardoqueu — que ele 'buscava o bem do seu povo e falava paz para toda a sua descendência' — resume o legado que a história quer deixar: alguém que usou influência e proximidade ao poder não para benefício próprio, mas para o bem-estar coletivo de sua comunidade. É um contraste direto com Hamã, cuja proximidade ao poder foi usada para vingança pessoal e destruição. A aplicação para hoje é pensar em como usamos qualquer posição de influência que tenhamos: para servir a nós mesmos ou para buscar o bem dos outros.
Curiosidades
- A menção de que os feitos de Mardoqueu estavam registrados 'no livro das crônicas dos reis da Média e da Pérsia' sugere que a própria narrativa de Ester pretendia ser vista como parte da história oficial documentada daquele império, reforçando sua plausibilidade histórica.
- Mardoqueu é descrito como alguém que se tornou 'o segundo depois do rei Assuero', uma posição de altíssimo poder que ecoa outras figuras bíblicas que se destacaram em impérios estrangeiros, como José no Egito e Daniel na Babilônia.