Êxodo 11

BLIVRE · Capítulo 11/40

1E o SENHOR disse a Moisés: Uma praga trarei ainda sobre Faraó, e sobre o Egito; depois da qual ele vos deixará ir daqui; e seguramente vos expulsará daqui de todo.

2Fala agora ao povo, e que cada um peça a seu vizinho, e cada uma à sua vizinha, objetos de prata e de ouro.

3E o SENHOR fez o povo ser favorecido aos olhos dos egípcios. Também Moisés era muito grande homem na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó, e aos olhos do povo.

4E disse Moisés: o SENHOR disse assim: À meia noite eu sairei por meio do Egito,

5E morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó que se assenta em seu trono, até o primogênito da serva que está atrás do moinho; e todo primogênito dos animais.

6E haverá grande clamor por toda a terra do Egito, qual nunca foi, nem jamais será.

7Mas entre todos os filhos de Israel, desde o homem até o animal, nem um cão moverá sua língua; para que saibais que o SENHOR fará diferença entre os egípcios e os israelitas.

8E descerão a mim todos estes teus servos, e inclinados diante de mim dirão: Sai tu, e todo o povo que está abaixo de ti; e depois disto eu sairei. E saiu-se muito irado da presença de Faraó.

9E o SENHOR disse a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.

10E Moisés e Arão fizeram todos estes prodígios diante de Faraó; mas o SENHOR havia endurecido o coração de Faraó, e não permitiu que os filhos de Israel saíssem da sua terra.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

Deus anuncia a Moisés a décima e última praga: a morte de todos os primogênitos do Egito à meia-noite, enquanto os israelitas ficarão totalmente ilesos, mostrando a diferença entre os dois povos.

Explicação

Este capítulo, breve mas extremamente denso, anuncia o clímax de todo o confronto entre Deus e Faraó: a praga mais terrível de todas, que finalmente quebraria a resistência do rei egípcio. A precisão com que Deus descreve o alcance dessa praga — atingindo desde o filho do próprio Faraó até o filho da escrava mais humilde, e até os primogênitos dos animais — mostra que não seria um evento seletivo, mas universal dentro do Egito, exceto por aqueles sob a proteção específica de Deus. A frase 'para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas' (v. 7) resume o propósito teológico central de todas as pragas: revelar de forma inequívoca quem é o único Deus verdadeiro. Este capítulo serve como uma pausa dramática antes da instituição da Páscoa no capítulo seguinte, que detalhará exatamente como os israelitas escapariam dessa praga final.

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