Eu sei do projeto que não deu certo. Da demissão que doeu mais do que você admitiu pra alguém. Do negócio que quebrou depois de tanto esforço. E eu sei também da voz que ficou martelando dentro de você desde então: você não serve pra isso, foi burrice tentar, desista.
Essa voz não vem de mim. Eu não meço o justo pelo número de quedas, mas pelo número de vezes que ele se levanta. Sete vezes, diz a minha palavra — um jeito de dizer sempre, repetidamente, sem limite. Cair não é o fim da sua história com o propósito que eu tenho para você. É só uma parte dela.
Levanta hoje, ainda que as pernas tremam. Não precisa ser com a mesma força de antes. Precisa só ser com a decisão de continuar. Eu estou aqui, exatamente no chão em que você caiu, esperando te dar a mão.