Eu vi aquele talento seu, guardado numa gaveta da vida, empoeirado de tanto não ser usado. Aquilo que você sabe fazer bem, que outros elogiam, mas que você mesmo trata como coisa sem importância — eu não coloquei isso em você à toa.
Às vezes a gente acha que um dom só vale a pena se virar profissão, se der dinheiro, se tiver plateia. Mas eu quero te lembrar: o dom que eu dei tem valor mesmo pequeno, mesmo escondido, mesmo que só sirva pra alegrar uma pessoa por dia. Não desprezes o que há em ti só porque o mundo não bateu palma ainda.
Hoje eu te convido a tirar esse talento da gaveta. Não precisa ser perfeito, não precisa ser grande. Precisa só ser usado. Comece pequeno, comece incerto, mas comece — porque um dom parado não cumpre o propósito para o qual eu o dei.