1 João 1

ARC · Capítulo 1/5

1O que era desde o principio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida

2(Porque a vida já foi manifesta, e nós a vimos, e testificámos, e vos annunciámos a vida eterna, que estava com o Pae, e nos foi manifestada);

3O que vimos e ouvimos, isso vos annunciamos, para que tambem tenhaes communhão comnosco; e a nossa communhão está com o Pae, e com seu Filho Jesus Christo.

4Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.

5E esta é a annunciação que d'elle ouvimos, e vos annunciamos: que Deus é luz, e não ha n'elle trevas nenhumas.

6Se dissermos que temos communhão com elle, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.

7Porém, se andarmos na luz, como elle na luz está, temos communhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Christo, seu Filho, nos purifica de todo o peccado.

8Se dissermos que não temos peccado, enganamo-nos a nós mesmos, e não ha verdade em nos.

9Se confessarmos os nossos peccados, elle é fiel e justo, para nos perdoar os peccados, e purificar-nos de toda a injustiça.

10Se dissermos que não peccamos, fazemol-o mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

João testemunha sobre Jesus, que ele viu, ouviu e tocou pessoalmente, anunciando que Deus é luz e não há nele treva nenhuma. Ele ensina que confessar os pecados traz perdão e purificação através de Jesus.

Explicação

João, que provavelmente já era um homem muito idoso quando escreveu esta carta, começa reforçando sua experiência pessoal e física com Jesus, provavelmente para combater um ensino que negava a realidade humana e corpórea de Cristo. A afirmação de que 'Deus é luz e não há nele trevas nenhuma' estabelece um padrão moral e espiritual absoluto contra o qual medir a vida cristã, sem meio-termo entre luz e escuridão. O convite para confessar pecados, garantindo que Deus é 'fiel e justo para perdoar', oferece esperança prática e contínua para quem falha, sem negar a realidade do pecado nem cair em desespero. A aplicação de hoje é que a confissão sincera de erros, em vez de negá-los, é o caminho para experimentar o perdão e a purificação de Deus.

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