Malaquias 4

ARC · Capítulo 4/4

1Porque eis que aquelle dia vem ardendo como o forno: todos os soberbos, e todos os que obram a impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrazará, diz o Senhor dos Exercitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo

2Mas a vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e saude trará debaixo das suas azas; e saireis, e crescereis como os bezerros do cevadouro.

3E pizareis os impios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, no dia em que fizer isto, diz o Senhor dos Exercitos.

4Lembrae-vos da lei de Moysés, meu servo, que lhe mandei em Horeb para todo o Israel, dos estatutos e juizos.

5Eis que eu vos envio o propheta Elias, antes que venha o dia grande e terrivel do Senhor;

6E converterá o coração dos paes aos filhos, e o coração dos filhos a seus paes; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O livro e todo o Antigo Testamento terminam com um aviso sobre o 'grande e terrível dia do Senhor', a promessa de que o 'sol da justiça' trará cura aos que temem a Deus, e o anúncio de que o profeta Elias virá antes desse dia.

Explicação

Este capítulo final, embora curto, encerra não apenas o livro de Malaquias, mas todo o cânon do Antigo Testamento (na ordem tradicional cristã), com um equilíbrio poderoso entre julgamento e esperança: o dia do Senhor será como um forno ardente para os soberbos e praticantes da maldade, mas trará cura e alegria, comparada a bezerros soltos do estábulo, para os que temem o nome de Deus. A promessa de que 'o profeta Elias' viria antes desse grande dia gerou expectativa judaica intensa que persiste até hoje (inclusive na tradição de reservar um lugar para Elias na ceia da Páscoa judaica); o Novo Testamento identifica essa profecia como cumprida em João Batista, que viria 'no espírito e poder de Elias' (Lucas 1:17). O último versículo do Antigo Testamento fala sobre reconciliar coração de pais e filhos, evitando que a terra seja ferida com maldição — um final que aponta para restauração familiar e social como parte essencial da preparação espiritual. A aplicação hoje: o encerramento do Antigo Testamento não é um ponto final definitivo, mas uma expectativa aberta que aponta diretamente para o que viria a seguir na história da redenção.

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