Meu filho, minha filha, esperar minha volta, ou simplesmente viver com fidelidade dia após dia até o fim da vida, exige uma vigilância que cansa se você pensa nela como medo constante. Mas eu não pedi que você vivesse assustado; pedi que vivesse acordado, atento, sóbrio quanto às coisas que tentam te afastar de mim aos poucos.
As distrações não chegam gritando; chegam devagar, num hábito aqui, numa prioridade ali, até que sem perceber você se afastou do que realmente importa. Vigiar é continuar de olho no que alimenta sua fé e no que a esvazia, é não relaxar tanto a ponto de esquecer pra quem você está vivendo essa história toda.
Continua vigilante, mas com paz, não com pânico. Eu estou no controle de tudo, inclusive do tempo que ainda falta até que tudo se cumpra. Persevera atento, fiel nas pequenas escolhas diárias, e deixa que eu cuide do restante que ainda não se revelou.