Você olhou no espelho e viu um rosto diferente do que lembrava. As mãos já não seguram como antes, o corpo cobra um preço que a mente ainda não aceita. Envelhecer assusta, principalmente numa cultura que só celebra o novo.
Eu quero te lembrar de uma promessa que poucos repetem: eu não abandono ninguém na velhice. Pelo contrário, prometo carregar, como quem carrega uma criança no colo. Os mesmos braços que te sustentaram na juventude seguem firmes agora, só que talvez você precise deles de um jeito diferente.
Sua vida não perde valor porque o corpo muda. Os cabelos brancos que você tenta esconder ou que te incomodam no espelho são, aos meus olhos, coroa de uma vida vivida. Eu ainda tenho propósito pra essa fase — orações que só você sabe fazer, histórias que só você sabe contar, um lugar que só você ocupa na família.