Do nada, tudo aperta. O peito, a garganta, a certeza de que algo terrível está para acontecer, mesmo sem motivo real. Quem nunca sentiu não entende, e quem sente sabe que naquele momento é difícil até lembrar de respirar direito.
Meu filho, minha filha, eu não sou um Deus que aparece só depois da tempestade passar. Eu sou socorro bem presente na angústia — presente exatamente no meio do pico, não só na calmaria que vem depois. Você pode chamar meu nome mesmo ofegante, mesmo sem conseguir formar uma frase inteira.
Enquanto o corpo reage, busca ajuda profissional se for necessário, sem vergonha nenhuma disso. E enquanto isso, sabe que eu seguro sua mão nesse instante específico. Isso vai passar. Você não vai ficar preso nesse momento para sempre. Eu sou seu refúgio agora, e serei depois que a onda baixar.