Eu senti seu coração disparar de novo, aquela sensação de falta de ar, as mãos frias, o mundo parecendo girar mais rápido do que deveria. É assustador, eu sei, quando o próprio corpo parece se voltar contra você.
Meu filho, minha filha, nesses momentos, o mais importante não é entender tudo o que está acontecendo por dentro, mas lembrar que você não está sozinho enquanto isso passa. Eu estou bem ali, tão perto quanto o próprio ar que você tenta respirar mais devagar.
Crê em mim também quando o corpo grita o contrário do que a fé afirma. Procura ajuda quando for preciso — médico, terapia, alguém de confiança — porque cuidar do corpo também é um jeito de honrar o que eu te dei. E enquanto isso, sussurra meu nome. Eu ouço mesmo quando você só consegue sussurrar. Eu escuto cada sussurro seu como se fosse um grito, porque estou sempre atento a você.