Eu vi você rolando a tela hoje, vendo a viagem de um, a casa nova de outro, a família aparentemente perfeita de mais alguém. E senti seu peito apertar, como se sua própria vida valesse menos por comparação.
Meu filho, minha filha, aquilo que aparece na tela é um recorte, um instante escolhido a dedo. Ninguém posta o dia ruim, a conta atrasada, a briga em casa. Comparar sua vida inteira com o melhor momento editado de outra pessoa é uma conta que nunca vai fechar, e ela só alimenta ansiedade, nunca gratidão.
Eu escrevi sua história com um propósito que não se mede pelo número de curtidas. Olha para o que eu já fiz na sua vida, para o que já superou, para quem já é. Isso tem valor, mesmo que nunca apareça em uma tela. O valor que eu vejo em você não muda dependendo do que aparece na tela dos outros.