Eu vi as portas que fecharam. A entrevista que não deu certo, o projeto que não decolou como você sonhou, o chefe que não reconheceu o seu esforço nem o seu empenho extra. Você começou a achar que talvez não sirva para o que sonha fazer, que talvez tenha mirado alto demais para o que realmente é capaz.
Mas eu não meço seu valor pelo cargo que você ocupa nem pelo salário que você recebe no fim do mês. Eu olho para a fidelidade de quem faz o pouco de hoje com o coração inteiro, sem procurar atalhos. Recomeçar na carreira às vezes é exatamente isso: fazer bem o que está na sua mão agora, mesmo sem entender ainda o motivo nem o propósito maior por trás.
Eu não desperdiço nenhuma temporada da sua vida, nem mesmo essa que parece perdida. O que parece atraso pode ser preparo silencioso. Continue plantando com excelência, mesmo no campo que parece árido — eu cuido da colheita e do tempo certo dela, que costuma vir quando menos se espera.