Meu filho, minha filha, no meio de uma luta longa é fácil deixar a amargura entrar sem perceber, uma raiz pequena que cresce devagar até tomar conta do coração inteiro. Você pode até estar perseverando por fora, mas por dentro guardando ressentimento com quem te machucou, ou até comigo, por não ter agido como esperava.
Eu quero te avisar sobre essa raiz antes que ela suba mais alto. A amargura não te protege; ela só te aprisiona junto com quem te feriu, fazendo você reviver a dor todos os dias sem alívio nenhum. Perseverar de verdade inclui cuidar do jardim do coração, arrancando o que envenena mesmo enquanto a luta continua.
Me deixa entrar nesse lugar dolorido hoje. Traz pra mim a raiva que você guarda, mesmo contra mim, e deixa que eu a transforme em algo que não te destrói por dentro. Continuar firme não significa continuar amargo; significa continuar confiando, mesmo ferido.