Meu filho, minha filha, essa fase difícil que você atravessa, esse corretivo que doeu, essa porta fechada bem quando você mais queria que abrisse, pode parecer castigo, abandono, ou falta de cuidado meu. Eu sei como é confuso sentir dor e tentar entender onde eu estava nisso tudo.
Mas eu quero te dizer com ternura: eu disciplino porque amo, não porque desisti de você. Um pai que não corrige é um pai distante demais pra se importar com o rumo do filho. Cada correção, cada limite, cada não que eu te dei, nasceu do meu cuidado, mesmo quando pareceu duro na hora.
Não interpreta a disciplina como rejeição. Deixa que ela te ensine, te amadureça, te aproxime de mim, em vez de te afastar. Um dia, olhando pra trás, você vai entender que até o que doeu foi parte de como eu cuidei de você até o fim.