Eu sei o nome do exame que você está esperando. Sei da palavra difícil que o médico ainda não terminou de explicar direito. Você está lendo e relendo o resultado tentando entender o que isso significa pro resto da sua vida, e o silêncio da espera dói mais que a própria notícia.
Eu não prometi que você nunca passaria por um vale. Prometi que, quando passasse, eu estaria andando ao seu lado — não observando de longe, andando junto, no mesmo ritmo do seu medo. A sombra da morte assusta, mas é sombra: não tem corpo pra te segurar, porque eu já estou na frente dela.
Seja qual for o resultado, você não vai receber a notícia sozinho. Segura a minha mão agora, antes mesmo de saber o que vem. Essa é a confiança que sustenta quando a explicação médica ainda não chegou.