Eu te vi ontem rolando aquela tela, comparando sua casa com a casa de fulano, seu casamento com o casamento de sicrana, sua vida com aquele recorte editado que alguém publicou. E eu vi o aperto no peito que isso te deu.
A comparação é um ladrão silencioso. Ela entra sem pedir licença e rouba exatamente aquilo que eu já tinha te dado: contentamento. Ninguém posta o dia ruim, a conta atrasada, a briga da noite anterior. Você está comparando os seus bastidores com o palco editado do outro.
Eu escrevi sua história com detalhes que não são os detalhes de ninguém mais. Sua obra é sua, prove ela, viva ela, sinta orgulho dela sem precisar medir com a régua alheia. No dia em que você parar de olhar pro lado, vai perceber que a sua vida sempre teve mais motivo de gratidão do que você enxergava distraído comparando.