Eu vejo a distância entre você e seu filho, ou sua filha. Talvez tenha começado com uma discussão que nunca foi resolvida direito, ou cresceu devagar, feita de silêncios acumulados, escolhas de vida que você não entendeu, palavras duras demais ditas em um momento de cansaço que nunca foram desfeitas.
Eu sei o quanto isso pesa no seu peito, principalmente em datas de família, quando a cadeira vazia grita mais alto que qualquer conversa. Você se pergunta onde errou, o que poderia ter feito diferente, se ainda dá tempo de consertar.
Dá tempo, sim. Eu não desisti de você nem quando você se afastou de mim por anos. Continuei esperando, sem parar de amar, sem fechar a porta. Você pode fazer o mesmo pelo seu filho ou sua filha: manter a porta aberta, mandar uma mensagem simples, sem cobrança, só para lembrar que o amor continua ali, esperando o momento certo de se reaproximar.