Eu sei o que te impede de voltar: não é falta de vontade, é vergonha. Você imagina os olhares, os comentários, o julgamento silencioso de quem vai lembrar exatamente do que você fez antes de ir embora. E essa vergonha é tão grande que parece mais fácil ficar longe do que enfrentar o caminho de volta.
O filho da minha história pensou a mesma coisa. Ensaiou um discurso inteiro, se preparou até para ser tratado como empregado, não mais como filho, porque achava que tinha perdido esse direito. Mas antes mesmo dele terminar de falar, o pai já tinha mandado buscar a melhor roupa e preparar a festa.
A vergonha mente para você dizendo que a volta vai ser pior do que realmente é. Eu não estou te esperando de braços cruzados, cobrando satisfações. Estou te esperando com a festa já preparada. Não deixa a vergonha decidir por você o que só a coragem de voltar pode resolver de verdade.