Eu sei que faz tempo que você não sente minha voz clara sobre o seu propósito. Você orou, pediu direção, e o céu parece silencioso, como se eu tivesse esquecido a promessa que um dia pareceu tão viva dentro de você.
José teve sonhos claros na juventude — sonhos que apontavam grandeza. Depois veio a cisterna, a escravidão, a prisão injusta, anos de silêncio aparente. Mas eu nunca esqueci os sonhos que dei a ele. Eu estava trabalhando nos bastidores o tempo inteiro, arrumando as peças que ele não conseguia ver.
O meu silêncio não é ausência. É trabalho escondido. Continue guardando a promessa no coração, mesmo sem entender o processo. No tempo certo, como aconteceu com José, tudo vai fazer sentido — e você vai ver que eu nunca larguei sua mão.