Meu filho, minha filha, olha para trás com cuidado e atenção: o coração partido de um mês atrás, o luto vivido, a traição sofrida, a solidão sentida, a vergonha escondida, tudo isso passou pelas minhas mãos cuidadosas nesses dias que se foram. Eu não deixei nada de fora dessa jornada, e não vou fingir agora que foi um caminho fácil de percorrer.
Mas eu faço novas todas as coisas, sempre, sem exceção nenhuma. Não é remendo malfeito, não é disfarce por cima da dor que continua ali. É recriação de verdade, completa, do jeito que só quem criou o mundo inteiro do nada sabe fazer com maestria. O que estava quebrado em você começou a virar outra coisa, mais forte do que era, mais real do que nunca foi.
Este mês foi sobre cura e consolo profundo, mas a cura de verdade não termina numa data marcada no calendário. Ela continua, camada por camada, devagar, enquanto você caminha comigo todos os dias. Segue confiando, sem desistir. Eu ainda não terminei a obra que comecei dentro do seu coração machucado.