Eu quero te lembrar de algo que alivia: até os discípulos, que andavam ao meu lado todos os dias, comiam à minha mesa e ouviam meus ensinos, não sabiam orar direito. Eles precisaram pedir: 'ensina-nos'. Se eles precisaram aprender depois de tanta convivência comigo, você também pode admitir que ainda está aprendendo, sem vergonha nenhuma disso.
Talvez você ache que devia saber orar melhor a essa altura da vida, com mais fé, com mais constância, com frases mais certas. Filho, ninguém nasce sabendo orar. A oração se aprende orando, do mesmo jeito que se aprende a andar andando, caindo, levantando de novo, tropeçando outra vez até os passos ficarem firmes. Eu não espero perfeição de você nesse assunto — eu espero disposição para continuar tentando.
Hoje, se você sente que sua oração é fraca, gagueja, se perde no meio, distrai com facilidade — vem até mim como aquele discípulo veio, sem cerimônia: 'Pai, me ensina'. E eu, que ensinei a eles com paciência, ensino você também, um dia de cada vez, sem pressa.