Eu sei o que é bater numa porta várias vezes e não ouvir resposta na hora. Você já sentiu isso comigo: orou, esperou, bateu de novo, e o silêncio continuou do outro lado. Eu preciso te dizer: silêncio não é ausência. Às vezes eu já estou vindo até a porta, só que o caminho até ela é mais longo do que você gostaria que fosse.
Mas eu também quero te lembrar de algo que vira a história pelo avesso: às vezes sou eu quem bate à sua porta, esperando que você abra. Eu não empurro, eu não arrombo — eu bato e espero, respeitando o seu tempo, mas sem desistir de você. Bater à porta com persistência não muda quem eu sou, porque eu já quero te encontrar desde o primeiro instante. O que muda é quem você se torna ao continuar tentando: uma pessoa de fé mais funda, mais treinada a confiar mesmo sem ver ainda.
Hoje, se você está cansado de bater na mesma porta, eu te dou ânimo para bater mais uma vez. E se for você quem ouve uma batida da minha parte, no coração, não ignora. Abre. Eu quero entrar e sentar à mesa contigo.